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Igor Gadelha

Ao fugir do Brasil, Flávio deixa o pai ainda mais vulnerável a Moraes

Decisão de Flávio Bolsonaro de fugir para os Estados Unidos coloca Jair na mira de Alexandre de Moraes como proteção a impeachment

28/10/2026 02:00
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Imagem colorida do ex-presidente Jair Bolsonaro concedendo entrevista ao Metrópoles -- Metrópoles

A decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de fugir do Brasil para os Estados Unidos deixará seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda mais vulnerável ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

Como mostrou a coluna, Moraes esperava utilizar o inquérito contra Flávio e o advogado Willer Tomaz por suposta lavagem de dinheiro como uma espécie de “escudo” contra processos de impeachment no Senado.

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Flávio afirmou que proposta que põe fim à reeleição valeria para ele e sua família
O ministro Alexandre de Moraes
Flávio Bolsonaro, derrotado nas eleições de 2026
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Flávio Bolsonaro, derrotado nas eleições de 2026

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Flávio afirmou que proposta que põe fim à reeleição valeria para ele e sua família
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Flávio afirmou que proposta que põe fim à reeleição valeria para ele e sua família

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O ministro Alexandre de Moraes
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O ministro Alexandre de Moraes

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Com Flávio nos Estados Unidos e supostamente protegido pelo governo de Donald Trump, contudo, Moraes perde munição para tentar intimidar o senador e, assim, diminuir o ímpeto bolsonarista para impichá-lo.

O problema é que Moraes perdeu uma, mas não todas as munições que tem. Se Flávio e Eduardo Bolsonaro estão fora de seu alcance, o mesmo não se pode dizer de Jair Bolsonaro, que continua em prisão domiciliar no Brasil.

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Para tentar impedir o impeachment, Moraes pode, por exemplo, cogitar enviar o ex-presidente de volta à Papudinha, em Brasília. Hoje, Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária por decisão do ministro do STF.

Já os demais membros do clã — Carlos, Michelle e Jair Renan Bolsonaro — parecem estar em uma situação mais segura. Além de não serem investigados pelo Supremo, os três têm mandato eletivo.

Carlos e Michelle foram eleitos senadores por Santa Catarina e Distrito Federal, respectivamente. Já Jair Renan se elegeu deputado federal por Santa Catarina. Todos são filiados ao PL.