
Igor GadelhaColunas

Aliados de Messias veem lado bom em placar apertado de Gonet no Senado
Já para senadores da base, placar apertado de Paulo Gonet no Senado seria um “alerta” a Lula para a indicação de Jorge Messias ao STF
atualizado
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Aliados de Jorge Messias — nome escolhido por Lula para uma vaga no STF — viram um lado “bom” no placar apertado enfrentado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, na quarta-feira (12/11), no Senado.
Alvo da direita após denunciar Jair Bolsonaro no inquérito do golpe, Gonet teve sua recondução à frente da PGR aprovada pelo Senado por 45 votos a 26 — placar mais apertado da história desde a redemocratização.
Enquanto senadores da base aliada do governo viram os números como um “alerta” para Messias, cuja indicação também precisa passar pelo Senado, os aliados do ministro da AGU viram o copo meio cheio.
Para esses aliados, o placar de Gonet indicaria que Messias pode até ter mais votos. “Isso foi bom, na verdade. Se o Gonet, que denunciou o Bolsonaro, foi aprovado, Messias também será”, disse à coluna um interlocutor do ministro.
Aliados de Messias ressaltam que ele deve ter mais votos que Gonet, porque contará com o apoio de senadores evangélicos — o escolhido de Lula para o STF é evangélico e vem buscando apoio da bancada à sua indicação.
Centrão e base veem “alerta” para Messias
Diferentemente dos aliados de Messias, senadores do Centrão e da base do governo viram o desempenho de Gonet como um “termômetro” negativo para o futuro indicado de Lula ao Supremo.
A avaliação é de que, após o placar apertado de Gonet, o Palácio do Planalto terá de articular previamente o apoio à indicação de Messias ao STF junto ao Senado antes de oficializá-la.
Parlamentares ouvidos pela coluna afirmam que Lula, inclusive, já foi comunicado sobre a resistência a Messias de parte do Senado, que prefere que o indicado seja o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).







