
Igor GadelhaColunas

Aeronáutica quer militares dentro do plenário da CPMI do 8 de Janeiro
Aeronáutica pediu autorização para militares da Força terem acesso ao plenário onde são realizadas as sessões da CPMI do 8 de Janeiro
atualizado
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O comando da Aeronáutica quer que alguns de seus militares tenham acesso ao plenário da CPMI do 8 de Janeiro no Congresso Nacional, para acompanhar in loco os trabalhos da comissão.
Na terça-feira (3/8), o colegiado recebeu pedido para que os militares da Assessoria Parlamentar e de Relações Institucionais do Comando da Aeronáutica (Aspaer) possam acessar o plenário da CPMI.
O pedido foi assinado pelo brigadeiro do Ar Reginaldo Pontirolli, atual chefe da Aspaer. No requerimento, ele diz que a presença dos militares na CPMI irá fortalecer “ainda mais” a relação entre o Congresso e o comando da Força.
O plenário da CPMI tem, atualmente, acesso controlado, sendo permitida a entrada apenas de assessores parlamentares e jornalistas credenciados, além dos deputados federais e senadores.
Forças Armadas envolvidas
As Forças Armadas estão diretamente envolvidas em investigações da CPMI. Especialmente sobre uma possível colaboração de militares com os atos golpistas do 8 de Janeiro.
Apesar do presidente da comissão, deputado Arthur Maia (União-BA), pregar uma relação pacífica com os militares, já houve incômodos entre as duas partes.
O último estranhamento ocorreu durante o depoimento do tenente-coronel Mauro Cid. Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Cid prestou depoimento à CPMI fardado, o que incomodou parlamentares.