
Igor GadelhaColunas

A “vitória” de Michelle Bolsonaro sobre um petista no TCU
Petista acionou TCU pedindo informações sobre suposto lobby de Michelle na concessão de empréstismos pela Caixa no governo Bolsonaro
atualizado
Compartilhar notícia

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) obteve uma espécie de “vitória” no Tribunal de Contas da União (TCU), na semana passada, em um pedido de informações feito por um deputado petista.
A vitória ocorreu em uma representação na qual o parlamentar solicitou informações sobre suposto lobby indevido de Michelle na concessão de empréstimos pela Caixa Econômica no governo Bolsonaro.
O pedido havia sido feito pelo deputado Leo de Brito (PT-AC) em maio de 2022 e era baseado em uma reportagem apontando que Michelle teria feito lobby para Caixa liberar empréstimos a empresários aliados.
Quase quatro anos depois, os ministros do TCU aprovaram por unanimidade resposta apontando que os empréstimos foram processados pela Caixa Econômica sem indícios de irregularidades.
“Informar ao Excelentíssimo Senhor Presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados que os empréstimos mencionados na reportagem, objeto do Requerimento 59/2022, de autoria do Deputado Leo de Brito, datado de 31/5/2022, foram processados sem indícios de que as empresas indicadas tiveram algum benefício em relação às demais contratantes, não sendo detectadas assim irregularidades na concessão de empréstimo junto à Caixa Econômica a partir de influência da então primeira-dama, senhora Michele Bolsonaro, fato constatado em três auditorias diversas efetuadas pela Auditoria Interna da Caixa Econômica Federal“, diz trecho do acórdão do julgamento do TCU, ao qual a coluna teve acesso.
O processo foi relatado pelo ministro-substituto Marcos Bemquerer Costa, que assumiu uma vaga no pleno da Corte de Contas após a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz, no final de fevereiro.
O caso foi analisado pelo tribunal em sessão na quarta-feira (11/3). Após a aprovação da resposta, a representação foi considerada respondida e arquivada pela Corte de Contas.







