
Igor GadelhaColunas

A frustração no clã Bolsonaro com a reunião de Lula com Trump
Lideranças aliadas à família Bolsonaro apontam uma frustração do clã com a reunião entre Lula e Donald Trump no domingo (26/10), na Malásia
atualizado
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Membros do clã Bolsonaro demonstraram a aliados frustração com o encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump, que aconteceu no domingo (26/10) em Kuala Lumpur, capital da Malásia.
A frustração foi com a própria realização do encontro. Segundo aliados, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), autoexilado nos Estados Unidos, apostava que a reunião sequer aconteceria.
A expectativa dos bolsonaristas aumentou na quinta-feira (23/10), quando a Casa Branca divulgou a agenda oficial de Trump na Malásia sem incluir a reunião com Lula.
Caso o encontro efetivamente não ocorresse, Eduardo sairia fortalecido, especialmente por sua interlocução com o secretário de Estado do governo norte-americano, Marco Rubio.
A reunião não só aconteceu como Trump conversou por cerca de 40 minutos com Lula a portas fechadas. Ao final, os dois presidentes posaram para uma foto com aperto de mãos e sorrindo.
Bolsonaristas admitem que encontro foi bom para Lula
Embora publicamente Eduardo e outros bolsonaristas tentem minimizar o encontro, sob o argumento de que não produziu resultados práticos, nos bastidores a avaliação é diferente.
Sob reserva, lideranças aliadas ao clã Bolsonaro admitem que a reunião entre Lula e Trump e todas as imagens e declarações subsequentes foram boas para o governo e ruim para o bolsonarismo.
Com a reunião realizada, a estratégia de Eduardo e seus aliados agora é procurar autoridades estadunidenses para saber avaliar o “que houve de fato” na conversa entre Lula e Trump e calcular os próximos passos.
A aposta de bolsonaristas é que Trump pode até suspender o tarifaço ou diminuir as tarifas, mas não deve dar uma solução tão rápida para as sanções contra autoridades brasileiras.







