Igor Gadelha

A convicção de Ciro Nogueira em um pedido de vista no caso Bolsonaro

Ex-ministro de Bolsonaro, senador Ciro Nogueira previu que um pedido de vista adiará a conclusão do julgamento do ex-presidente no STF

atualizado

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Senador Ciro Nogueira é entrevistado no estúdio do portal Metrópoles
1 de 1 Senador Ciro Nogueira é entrevistado no estúdio do portal Metrópoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) se mostrou convicto de que haverá um pedido de vista no julgamento do ex-presidente no STF, no âmbito do inquérito do golpe.

Essa convicção foi expressada pelo parlamentar em conversas com aliados e advogados durante o jantar de comemoração da posse do novo presidente do PT, Edinho Silva, na segunda-feira (18/8), em Brasília.

Em uma das rodas de conversa, Ciro disse apostar que o ministro Luiz Fux será o responsável pelo pedido de vista, o que adiaria a conclusão do julgamento de Bolsonaro na Primeira Turma do Supremo.

Advogado rebate Ciro Nogueira

No jantar, o senador piauiense foi rebatido pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende Ciro em alguns processos. Kakay avaliou ser impossível o STF comprar esse desgaste.

“Ele é um blefador”, brincou o advogado, ao ser questionado pela coluna.

Ciro foi o primeiro político a receber autorização do ministro Alexandre de Moraes para visitar Bolsonaro na prisão domiciliar. A visita ocorreu em 5 de agosto, um dia após o ex-presidente ser detido.

Próximo a Bolsonaro, o senador também mantém boa relação com Moraes. Em 2022, Ciro, inclusive, termediou um encontro entre o ministro do STF e o ex-presidente para tentar apaziguar a relação entre eles.

O julgamento de Bolsonaro e de alguns dos outros réus do inquérito do golpe está marcado para começar no dia 2 de setembro e seguir até 12 de setembro na Primeira Turma do STF.

PF indicia Bolsonaro e Eduardo

Na quarta-feira (20/8), a Polícia Federal indiciou Bolsonaro e o filho Eduardo Bolsonaro por suposta coação a autoridades responsáveis pelo inquérito do golpe. Entre elas, Alexandre de Moraes.

Isso significa que a PF viu elementos de que Bolsonaro e Eduardo tentaram atrapalhar a ação penal do golpe. No relatório, a corporação cita diversas trocas de mensagens entre o ex-presidente e o filho.

A PF também apontou indícios de que os dois cometeram o crime de tentativa de abolição do Estado democrático de direito, ao articular supostas sanções contra autoridades brasileiras.

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