Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Lucas Marchesini

Vídeo: A bagunça da reunião que filiou Flávio Bolsonaro ao Patriota

Presidente do partido foi acusado de golpe e confundiu senador com deputado

atualizado 31/05/2021 15:41

Reunião PatriotaReprodução

A reunião do Patriota nesta segunda-feira que aprovou a filiação de Flávio Bolsonaro foi especialmente desorganizada. Em meio a berros, o presidente da legenda, Adilson Barroso, chegou a anunciar o senador como líder da sigla na Câmara.

“Estou colocando em votação a possibilidade, caso ele queira, da filiação do presidente da República”, anunciou Barroso, abrindo todas as portas da sigla a Jair Bolsonaro. Foi interrompido aos gritos:

“Isso não é forma de votação, Adilson. Não haja como um moleque. É golpe!”.

O presidente do Patriota estava bem apressado. Insistia para que todos os presentes levantassem a mão e aprovassem cada proposta imediatamente, sem debates. Causou confusão quanto às regras:

“Alguém aqui tem alguma coisa contra ou são todos a favor? Se não for contra ergue a mão”, dizia Barroso, ele mesmo com a mão sempre levantada — e o nariz para fora da máscara.

Quando anunciou a filiação de Flávio Bolsonaro, rasgou elogios ao senador, mas confundiu a Câmara com o Senado:

“Comuniquei também a filiação, o prazer e a honra de ter Flávio Bolsonaro como líder do Patriota na Câmara dos Deputados”, afirmou, corrigindo-se pouco tempo depois após sinalização de colegas:

“Aliás, líder no Senado, nosso grande líder no Senado”.

A liderança do Patriota no Senado não demandaria qualquer esforço de Flávio: ele passou a ser o único senador do partido. Além disso, comandar uma legenda nanica fará que com Flávio não tenha direito à estrutura de gabinete de liderança de que gozam as siglas com mais de três parlamentares no Senado.

Assista ao vídeo.

 

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