Guilherme Amado

Telegram atende Moraes e bloqueia canal de extremista bolsonarista

Mais cedo, Allan dos Santos havia debochado de ministro Alexandre de Moraes; em novo canal, foragido ensina como burlar bloqueio

atualizado

metropoles.com

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Hugo Barreto/Metrópoles
Allan dos Santos
1 de 1 Allan dos Santos - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O Telegram bloqueou neste sábado (26/2) o canal do extremista bolsonarista Allan dos Santos, cumprindo uma decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes. A rede afirmou que o canal, que tinha 128 mil seguidores, “violou as leis locais”. Foragido de uma ordem de prisão do Supremo há quatro meses, Allan está nos Estados Unidos.

Em um canal reserva criado na sexta-feira (25/2), quando veio a público que Moraes havia ordenado ao Telegram o bloqueio de perfis do militante, Allan divulgou um passo a passo para burlar a restrição. A mensagem foi enviada às 17h08 deste sábado (26/2). “Manual anti censura para o Telegram em Smarthpones”, escreveu o extremista.

A decisão do Telegram a pedido do STF é semelhante a uma medida tomada pela empresa neste mês na Alemanha. No último dia 13, o Telegram bloqueou 64 canais que promoviam desinformação e discursos de ódio no país.

Horas antes do bloqueio, Allan dos Santos havia desafiado Moraes e debochado do ministro, criando mais um perfil na rede: “Canal reserva de Allan dos Santos”. Esse novo perfil segue ativo, com 12 mil inscritos até o momento.

“Testando o Telegram após ordem do Xandão”, publicou Allan neste sábado, no canal de Telegram alvo de Moraes. “Testando o bloqueio. Pede pro Mickey”, seguiu.

No último dia 18, Moraes ameaçou suspender o Telegram do Brasil caso o aplicativo não bloqueasse perfis de Allan dos Santos. No documento, Moraes escreveu que Allan criou vários perfis para escapar de bloqueios e continuar cometendo crimes.

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A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro
No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo
O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF
“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão
Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente
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A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro
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A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro

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No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo
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No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo

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O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF
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O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF

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“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão
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“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão

Fábio Vieira
Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente
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Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente

Aline Massuca
O ministro Alexandre de Moraes
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O ministro Alexandre de Moraes

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O ex-presidente Jair Bolsonaro
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O ex-presidente Jair Bolsonaro

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O inquérito motivou o início de mais um round entre os dois
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O inquérito motivou o início de mais um round entre os dois

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“Tudo tem um limite. Eu jogo dentro das quatro linhas, e quem for jogar fora das quatro linhas não vai ter o beneplácito da lei. Se quiser jogar fora das quatro linhas, eu jogo também”, disse o presidente
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“Tudo tem um limite. Eu jogo dentro das quatro linhas, e quem for jogar fora das quatro linhas não vai ter o beneplácito da lei. Se quiser jogar fora das quatro linhas, eu jogo também”, disse o presidente

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