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Guilherme Amado

Senador bolsonarista critica concessão do aeroporto Santos Dumont

Defendido pelo governo Bolsonaro, modelo de concessão do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, foi alvo de críticas de Carlos Portinho

09/11/2021 18:37, atualizado 09/11/2021 21:23
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Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Senador Carlos Francisco Portinho durante posse na Casa Legislativa, nessa terça-feira (3/11)

O senador bolsonarista Carlos Portinho, do PL do Rio de Janeiro, enviou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e ao Ministério da Infraestrutura uma nota crítica ao modelo de concessão do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, defendido pelo governo Bolsonaro.

No documento enviado ao diretor-presidente da Anac, Juliano Alcântara, e ao ministério de Tarcísio de Freitas, Portinho se manifestou a favor da concessão, mas fez críticas ao modelo do negócio e pediu uma série de revisões no edital, como forma de salvar o Aeroporto do Galeão, que vem sofrendo com a concorrência do Santos Dumont.

Propôs limitar em oito milhões o número de passageiros do Santos Dumont a partir do primeiro ano de concessão e solicitou o estabelecimento de cláusula de concorrência equilibrada entre o Santos Dumont e o Galeão.

As medidas buscam evitar o esvaziamento do Galeão e evitar o caos que poderia ser causado caso o Santos Dumont, que não tem estrutura, passe a operar da mesma forma que o aeroporto internacional.

A pedido dos moradores próximos do aeroporto, o senador também solicitou a proibição de voos entre 21h e 7h devido ao barulho.

A coluna procurou a Infraero e o Galeão para se manifestarem sobre as solicitações do senador. As duas preferiram não se manifestar sobre a questão.

Apenas em 2021, o Ministério da Infraestrutura já leiloou 29 aeroportos.

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