Senador bolsonarista critica concessão do aeroporto Santos Dumont
Defendido pelo governo Bolsonaro, modelo de concessão do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, foi alvo de críticas de Carlos Portinho

O senador bolsonarista Carlos Portinho, do PL do Rio de Janeiro, enviou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e ao Ministério da Infraestrutura uma nota crítica ao modelo de concessão do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, defendido pelo governo Bolsonaro.
No documento enviado ao diretor-presidente da Anac, Juliano Alcântara, e ao ministério de Tarcísio de Freitas, Portinho se manifestou a favor da concessão, mas fez críticas ao modelo do negócio e pediu uma série de revisões no edital, como forma de salvar o Aeroporto do Galeão, que vem sofrendo com a concorrência do Santos Dumont.
Propôs limitar em oito milhões o número de passageiros do Santos Dumont a partir do primeiro ano de concessão e solicitou o estabelecimento de cláusula de concorrência equilibrada entre o Santos Dumont e o Galeão.
As medidas buscam evitar o esvaziamento do Galeão e evitar o caos que poderia ser causado caso o Santos Dumont, que não tem estrutura, passe a operar da mesma forma que o aeroporto internacional.
A pedido dos moradores próximos do aeroporto, o senador também solicitou a proibição de voos entre 21h e 7h devido ao barulho.
A coluna procurou a Infraero e o Galeão para se manifestarem sobre as solicitações do senador. As duas preferiram não se manifestar sobre a questão.
Apenas em 2021, o Ministério da Infraestrutura já leiloou 29 aeroportos.




