Com Eduardo Barretto (interino), Bruna Lima, Eduardo Ghirotto e Paulo Cappelli

Secretaria Penitenciária do RJ diz não ter cela para alojar delegadas

Sindicato de Delegados de Polícia do Rio de Janeiro notificou a Seap sobre condições da prisão da delegada Adriana Belém

atualizado 21/05/2022 8:56

Reprodução

A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro informou, nessa sexta-feira (20/5), que não possui celas exclusivas para mulheres agentes de segurança pública no presídio feminino. O comunicado foi uma resposta à nota do Sindicato de Delegados de Polícia do Rio de Janeiro sobre as condições em que está a delegada Adriana Belém, presa no dia 10 de maio com R$ 1,8 milhão em espécie.

O sindicato afirmou ser irregular a prisão de uma delegada da Polícia Civil com outras custodiadas. A nota foi enviada à secretaria no dia 12 de maio, um dia após a chegada de Belém ao presídio de Benfica, onde está até hoje.

“Agentes de segurança devem ficar isolados dos demais presos comuns, isso para preservação de sua integridade física, assim como também para assegurar a incolumidade física de seus familiares. Visto que, por atuarem na esfera criminal, ao serem colocados nos meses locais que presos comuns, aos quais eventualmente os policiais colocaram no cárcere, é muito temerário e perigoso”, disse o documento assinado pelo presidente do sindicato, delegado Leonardo Affonso.

Na quinta-feira (19/5), a defesa de Belém enviou pedido de revogação da prisão da delegada ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. No documento, os advogados argumentaram que a delegada corre perigo na prisão, sob a alegação de que o local é um “verdadeiro cemitério de mulheres vivas”.

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