Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Naomi Matsui

PwC cobra Pedro Guimarães sobre informação de prejuízo de R$ 46 bi da Caixa

O suposto prejuízo alegado por Guimarães equivale à metade do patrimônio líquido de 2020 da Caixa

atualizado 26/09/2021 6:43

Presidente da Caixa, Pedro Guimarães concede entrevista ao MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

A PricewaterhouseCoopers, auditora independente da Caixa Econômica Federal, cobrou o presidente do banco, Pedro Guimarães, por ter dito em uma live com Jair Bolsonaro que o banco teve prejuízo de R$ 46 bilhões.

O suposto prejuízo alegado por Guimarães equivale à metade do patrimônio líquido de 2020 da Caixa, que foi de R$ 92,821 bilhões. Além disso, o banco dá lucro todo ano.

Segundo Guimarães, o prejuízo teria sido por operação irregularidades na administração petista. A informação foi dada pelo presidente do banco em agosto deste ano e repetida por Bolsonaro a apoiadores.

A Caixa e a PricehousewaterCoopers não responderam aos questionamentos da coluna sobre a posição do presidente da estatal ao ser cobrado pela empresa auditora.

À coluna a Caixa disse que o prejuízo de R$ 46 bilhões informado pelo presidente da Caixa não impacta o balanço atual do banco.

“O valor de R$ 46,5 bilhões de perda econômica é referente às operações do passado, e o referido montante é composto por R$ 24,4 bilhões de estimativa da perda econômica com ativos do FGTS e FI-FGTS, somados a R$ 22,1 bilhões decorrentes da estimativa de perda econômica com contratos de operações de créditos provisionados ou lançados a prejuízo que foram contabilizados ao longo dos anos”, disse a nota enviada à coluna.

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