
Guilherme AmadoColunas

Presidente do PSB não esconde decepção com resultados na eleição
Carlos Siqueira, o presidente do PSB, ficou abalado com o desempenho do partido na eleição para a Câmara dos Deputados
atualizado
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O presidente do PSB, Carlos Siqueira, não tem disfarçado a decepção com os resultados colhidos pelo partido na eleição para a Câmara dos Deputados. Interlocutores dizem que ele ficou abalado com o encolhimento da sigla.
O PSB fez 32 deputados em 2018, mas a bancada ficou com 23 parlamentares após a janela partidária, encerrada no dia 4 de abril deste ano. No último pleito, a sigla emplacou 14 nomes na Câmara.
As reclamações são diversas nos grupos de WhatsApp do partido. Há quem atribua o resultado à decisão do PSB de não entrar na federação com o PT. Outros afirmam que faltou empenho na composição das chapas, o que impediu nomes que tiveram boa votação de entrarem na Câmara pelo quociente eleitoral, como ocorreu com Rodrigo Rollemberg no Distrito Federal.
Uma ala do partido também lamenta a adesão irrestrita à campanha de Lula no primeiro turno. Esses pessebistas avaliam que políticos com histórico antipetista ficaram em situação delicada diante do eleitorado. Em São Paulo, onde o PSB tem maior proximidade com o PSDB, a votação na sigla só serviu para eleger dois deputados — a meta era conquistar pelo menos quatro cadeiras no estado.
Siqueira foi aconselhado a esperar o término do segundo turno para convocar uma reunião da Executiva Nacional, que definirá os rumos do partido. Os dirigentes pessebistas não querem lavar roupa suja enquanto Lula concorre à Presidência. Geraldo Alckmin, o vice do petista, está filiado ao PSB.
Como Siqueira optou por maior discrição, o senador eleito Flávio Dino assumiu a tarefa de representar o PSB nas reuniões dos presidentes de partidos que integram a coligação de Lula.
Siqueira não retornou os contatos da coluna.