Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Naomi Matsui

Presidente da CPI diz querer convocar Braga Netto, mas aponta falta de votos

Braga Netto coordenou Casa Civil no combate à pandemia e até ditava o que outros ministros diriam à imprensa

atualizado 17/09/2021 9:36

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Omar Aziz, presidente da CPI da Pandemia, defendeu à coluna nesta quinta-feira (16/9) a convocação do general Walter Braga Netto, ministro da Defesa e ex-ministro da Casa Civil, mas afirmou que a comissão não tem os votos necessários para aprovar a medida. Braga Netto coordenou os ministérios no combate à pandemia e até ditava o que outros ministros diriam à imprensa.

“Por mim, a comissão ouvia o Braga Netto. Mas o pessoal não quer aprovar. O ministro era o coordenador de tudo isso. Há muito poucas chances de que ele seja convocado. Nesse caso, a CPI vai deixar de explicar algumas coisas”, afirmou Aziz. O presidente do colegiado fez coro ao relator, Renan Calheiros, que horas antes também pediu que o general dê explicações aos senadores.

No início da pandemia, no primeiro semestre de 2020, Braga Netto era o ministro da Casa Civil e tinha papel central na gestão do Poder Executivo contra o vírus. À frente do comitê de crise do governo federal contra a pandemia, o militar comandava as entrevistas coletivas à imprensa e ditava até o que os ministros falariam aos repórteres.

Em março daquele ano, Braga Netto fez uma intervenção para que Sergio Moro, ministro da Justiça, e Paulo Guedes, ministro da Economia, não respondessem o que pensavam do isolamento social.

Há outro ponto que a CPI poderia esclarecer se ouvisse o hoje ministro da Defesa: ele é suspeito de ter sido o responsável por uma reunião, no Planalto, em que o governo tentou mudar a bula da cloroquina, medicamento ineficaz contra a Covid.

Dois senadores já apresentaram requerimentos de convocação para Braga Netto: Humberto Costa, do PT de Pernambuco, e Alessandro Vieira, do Cidadania de Sergipe.

Já leu todas as notas e reportagens da coluna hoje? Clique aqui.

Siga as redes do Guilherme Amado
Últimas da coluna