Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Naomi Matsui

Post da Febraban contra Nubank faz sucesso entre executivos de bancos

Diretores de Itaú, Santander, Bradesco e XP curtiram a publicação em que o representante dos bancos acusa fintechs de evitarem impostos

atualizado 20/09/2021 13:37

nubankNubank/Divulgação

A postagem da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) com críticas ao Nubank e à Zetta, associação fundada por Nubank, Mercado Pago e Google no início do ano, repercutiu bem entre os executivos das grandes instituições financeiras do país. O Google não faz mais parte da associação. A publicação no LinkedIn conta com 517 reações, entre elas curtidas dadas por economistas do Itaú, Santander, Bradesco e XP.

Na postagem, a Febraban acusou as fintechs de evitarem o pagamento de impostos e de obrigações trabalhistas.

Diretora vice-presidente da Febraban, Leila Melo foi uma das executivas que gostou da publicação na rede social. Ela é integrante do Comitê Executivo do Itaú Unibanco e diretora-executiva responsável pelas áreas Jurídica, Ouvidoria, Comunicação, Sustentabilidade, Relações Institucionais e Governamentais.

Fernando M. Gonçalves, que chefia a área de sell-side na equipe de pesquisa macroeconômica do Itaú BBA, também curtiu a publicação. O mesmo foi feito por Alexandre Abreu, CEO do Banco Original, Fernando Honorato Barbosa, economista-chefe do Bradesco, e Rogério Panca, diretor de cartões do Santander.

Pela XP, três sócios aprovaram a postagem: Renato Bereznjak Cunha, Rafael Tessari e Thomas Beattie.

Outro texto que tem feito sucesso no LinkedIn entre executivos dos grandes bancos foi escrito por Igor Puga, diretor de marketing e marca no Santander. Ele critica a iniciativa da fintech Mercado Pago de ter colocado um dinossauro na porta de agências bancárias na Av. Paulista e na Faria Lima, em São Paulo.

“Em vez de construir esse tipo de abordagem pueril, por que não faz um esclarecimento público que justifique o fato de que a tarifa da sua máquina é maior no débito, no crédito e no parcelado que a oferecida pelo banco onde trabalho — esse mesmo que vocês insinuam ser da idade da pedra?”, escreveu Puga. “Fazer micareta na porta de agência bancária que paga tributos e impostos, como 20% de CSLL, enquanto sua corporação paga 9%, uma indisfarçável diferença de 122,2%, soa mais cruel ainda nas suas tarifas superiores às nossas.”

(Atualização, às 13h37 de 20 de setembro de 2021: Embora tenha participado da fundação da Zetta no início do ano, o Google deixou de fazer parte da associação. A informação foi acrescentada no texto.)

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