
Guilherme AmadoColunas

Por que a eleição de presidente do PSDB não dará rumo à sigla em SP
PSDB paulista tem divisões quanto ao posicionamento do partido na disputa pela prefeitura paulistana
atualizado
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A eleição do novo presidente nacional do PSDB na convenção do partido, nesta quinta-feira (30/11), definirá quem receberá o abacaxi de seguir tentando reconstruir a sigla depois dos terríveis resultados eleitorais de 2022.
Mas a escolha não resolverá o impasse de outro pepino: o rumo dos tucanos na disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2024.
Os tucanos paulistas têm divisões internas que pendem para apoio ao atual prefeito, Ricardo Nunes, do MDB, negociações com a deputada Tabata Amaral, do PSB, e defensores de uma candidatura própria.
A escolha do novo presidente, que será eleito entre opções como o ex-governador de Goiás Marconi Perillo e o ex-deputado federal José Aníbal, de São Paulo, não deve desembaraçar imediatamente a situação paulistana por um motivo simples: a convenção do PSDB paulista foi suspensa pelo atual presidente nacional, Eduardo Leite, até abril de 2024 — é provável que ela ocorra em fevereiro — e o comando estadual é peça fundamental na decisão.
“Esse será esse o principal desafio do novo presidente do PSDB. Em São Paulo, o partido tem muitas correntes políticas. Tem que se ver como será formada a direção estadual do partido e o que ela pensa”, explicou à coluna o coordenador da comissão eleitoral do PSDB, deputado Paulo Abi Ackel, de Minas Gerais.