
Guilherme AmadoColunas

PF diz que Gayer comprou ONG para desviar emendas
Deputado Gayer foi alvo de uma operação da Polícia Federal sob suspeita de ter desviado recursos de seu gabinete
atualizado
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O deputado federal Gustavo Gayer, alvo de uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (25/10), comprou uma associação para poder desviar emendas parlamentares. A informação consta no relatório da PF, enviado à Procuradoria-Geral da República e ao ministro Alexandre de Moraes.
A investigação aponta que Gayer pagou R$ 6 mil (dois pix de R$ 3 mil) para que o empresário João Paulo de Sousa Cavalcante e a assistente social Joselene Maria Sérgia Borges comprassem a Ascompeco, uma associação já desativada.
O objetivo era transformá-la em uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), e fazer alterações no estatuto para que emendas parlamentares fossem destinadas à entidade e o dinheiro repartido entre os envolvidos.
Essa Oscip teria o tempo mínimo exigido por lei para receber dinheiro público.
Em áudio obtido no celular de Cavalcante, a PF conseguiu uma confissão de Joselene:
“As coisas que a gente tá investindo, o dinheiro, o recurso, a gente pode tirar tudo depois nas emendas, né? Em forma de serviço prestado. Então assim, ceis (sic) vão tá investindo em mim até receber uma emenda e a emenda depois começa a me pagar, entendeu?”
A operação desta sexta-feira é um desdobramento da investigação dos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro. Cavalcante foi preso na ocasião e seu celular apreendido. O esquema envolvendo Gayer e o desvio de recursos foi descoberto a partir daí.
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