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Guilherme Amado

Ocupando 58% do RJ, milícia só tem 37 em lista de procurados do estado

Comando Vermelho, principal rival da milícia e do Estado, tem 211 pessoas na lista de procurados

Bruna Lima19/09/2021 09:00, atualizado 19/09/2021 08:38
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Ocupando 58% do RJ, milícia só tem 37 em lista de procurados do estado
Ocupando 58% do RJ, milícia só tem 37 em lista de procurados do estado

As milícias do Rio de Janeiro ocupam 58% do território do estado, controlam um contingente populacional de aproximadamente 2 milhões de pessoas, mas só têm 37 pessoas na lista de procurados pela Justiça.

O descompasso, um indicativo das falhas da política de segurança no combate a grupos paramilitares, também se agrava pelo fato de milicianos dominarem a área do estado com o maior índice de letalidade violenta e de crimes violentos letais e intencionais, segundo o Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

O Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos, da Universidade Federal Fluminense, aponta que as milícias são beneficiadas pelo poder público devido ao baixo índice de investidas contra o grupo criminoso. Um exemplo é o baixo número de operações policiais em áreas dominadas por milicianos.

A justificativa de fazer uma guerra às drogas não pode ser a única da maior atuação contra o Comando Vermelho, uma vez que, como revelado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e por diversas reportagens, alguns grupos de milícias se aliaram ao Terceiro Comando e também passaram a comercializar drogas.

Nesta semana, o secretário da Polícia Civil do Rio, Allan Turnowski, completou um ano de gestão à frente da pasta e comemorou um recorde: nunca foram presos tantos milicianos quanto em sua administração, o que de fato é um avanço. Mas, a considerar os dados, ainda parece ser pouco.

A Polícia Civil foi procurada pela coluna para se manifestar sobre a questão, mas não respondeu até o momento de publicação desta reportagem.

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