Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Novo imortal da ABL mudou de postura sobre vacina

José Paulo Cavalcanti disse que não iria se vacinar em outubro do ano passado, mas mudou de ideia e tomou três doses desde então

atualizado 26/11/2021 19:58

José Paulo CavalcantiReprodução/Comissão Nacional da Verdade

O mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), o jurista José Paulo Cavalcanti, mudou de postura quanto à vacina contra a Covid-19 durante este ano. Em outubro de 2020, ele declarou em um artigo que não tomaria o imunizante. Desde então, ele tomou três doses e disse à coluna que tomaria uma quarta caso necessário.

No artigo publicado em 30 de outubro no site da Veja, ele declarou que não tomaria a vacina. Como justificativa, ele aponta já ter tido a doença — o que médicos e cientistas afirmam não ser razão para não se vacinar.

“As opiniões são dadas em tempos históricos determinados. Basta ver as posições de Drauzio Varela e Roberto Kalil. Quando escrevi, ainda não era certo que as vacinas seriam cientificamente seguras. Hoje, tudo mudou. Não há dúvidas de que todos devemos tomar as vacinas”, explicou.

O artigo de Cavalcanti discutia a obrigatoriedade ou não de se tomar a vacina. Ele era contra a obrigatoriedade e questionavaa competência do STF em decidir sobre a questão.

O jurista foi eleito nessa quinta-feira (25/11) para a cadeira na ABL que era ocupada por Marco Maciel. Ele foi ministro da Justiça interino durante o governo de José Sarney. Além disso, presidiu o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Ele publicou o livro “Fernando Pessoa — uma quase autobiografia” e ocupa uma cadeira na Academia Pernambucana de Letras.

Já leu todas as notas e reportagens da coluna hoje? Clique aqui.

Siga a coluna no Twitter e no Instagram para não perder nada.

Mais lidas
Siga as redes do Guilherme Amado
Últimas da coluna