Guilherme Amado

MP orienta que Prefeitura de Curitiba devolva dinheiro a servidores

O MP do Trabalho orientou que a Prefeitura de Curitiba devolva os valores pagos por servidores à campanha de Eduardo Pimentel

atualizado

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O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD)
1 de 1 O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD) - Foto: Divulgação

O Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina emitiu recomendação, nesta terça-feira (1°/10), para a Prefeitura de Curitiba devolver o dinheiro dos servidores que foram coagidos a doar para a campanha de Eduardo Pimentel. Atual vice-prefeito de Curitiba, Pimentel é o nome de Jair Bolsonaro para a prefeitura da capital paranaense.

A coluna revelou o áudio de uma reunião entre o superintendente de Tecnologia da Informação de Curitiba, Antônio Carlos Pires Rebello, e servidores. No encontro, o funcionário informou aos servidores que eles deveriam comprar convites para um jantar de campanha de Pimentel, que aconteceu dia 3 de setembro.

Os valores dos convites variaram de acordo com o nível do fundo de gratificação de cada servidor. Rebello disse que os “preços” seriam de R$ 3.000, R$ 1.500 e R$ 750. Os servidores que fizeram os repasses são concursados e possuem fundo de gratificação.

O Ministério Público do Trabalho recomendou que a Prefeitura de Curitiba comprove, em até 48 horas, que os valores pagos pelos funcionários ou seus familiares serão devolvidos. O órgão também pediu a garantia de que nenhum servidor será alvo de intimidação eleitoral e, tampouco, de perseguição.

Os servidores ouviram de Rebello, o superintendente de Tecnologia da Informação, que o esquema era “ajuda para a campanha” e que seria “melhor do que fazer caixa 2”. Rebello ainda alegou que o repasse não seria ilegal, mas foi questionado por servidores: “É ilegal porque vocês estão nos obrigando a fazer a doação”.

Perguntaram também se “comprar o convite” garantiria o cargo e a função gratificada caso Pimentel seja eleito”. Rebello respondeu que nada seria garantido, mas que “ajuda a continuar”.

Em um dado momento da reunião, um servidor disse que não dispunha daquele valor. O servidor expôs sua intimidade e disse, aos prantos, que valores como aquele, ou até menores, ele estava “parcelando no crédito” e “se ferrando em casa”. O superintendente de Tecnologia da prefeitura, responsável pela coação, disse, então, que todos tinham problemas e que não iria mais discutir com o servidor porque senão iria “demiti-lo”.

Apesar de ter alegado durante a reunião que recebeu a orientação da campanha de Pimentel, Rebello foi exonerado nesta terça-feira (1º/10).

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