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Guilherme Amado

Lula tem feito gols rumo a 2022, mas estrada ainda tem pedras; análise

Lula tem diminuído as chances de derrapar, como fez há alguns meses ao defender a regulamentação econômica da mídia

23/11/2021 06:00, atualizado 23/11/2021 16:10
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Ricardo Stuckert/Reprodução/Instagram
Lula faz sinal de positivo em frente às bandeiras da Alemanha e da União Europeia

Neste Diagnóstico, quadro da coluna de análises em vídeo, usei algumas das metáforas de futebol tão caras a Lula para observar que o ex-presidente tem marcado mais do que levado gols no jogo pré-eleitoral rumo ao Planalto em 2022. A viagem à Europa, em que pesem críticas da parte da União Europeia interessada no tratado de livre comércio com o Mercosul, foi um sucesso.

O presidente fez vídeos e tirou fotos que lhe serão úteis na campanha e já conseguiram transmitir ao público a mensagem de que ele, ao contrário de Bolsonaro, é bem recebido pelos líderes estrangeiros. Mais que isso: conseguiu passar mensagens importantes para ele aos públicos externo e interno.

Na estratégia de manter-se discreto e só ganhar evidência quando está com a certeza de que vai gerar fatos positivos em torno de si, Lula tem diminuído as chances de derrapar, como fez há alguns meses ao defender a regulamentação econômica da mídia, uma pauta necessária, mas que legitimamente gera desconfiança no eleitor que estranha ver o PT aplaudindo Nicolás Maduro e Daniel Ortega.

Agora, conforme digo no Diagnóstico, há a questão Alckmin. O ex-governador está balançado sobre aceitar ser vice de Lula. Falo das consequências que isso pode ter para o petista e analiso um pouco também o que a escolha significa para Alckmin. Terá chegado a hora de um tucano e um petista se unirem?

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