Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Lula encontra pesos pesados do agronegócio e promete diálogo

Ex-presidente Lula fez acenos ao setor; reunião teve empresários e nomes ligados à Confederação Nacional da Agricultura

atualizado 21/01/2022 23:42

LulaFábio Vieira/Metrópoles

Lula teve um encontro na quinta-feira (20/1) com um grupo de empresários do agronegócio, deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária e nomes ligados à Confederação Nacional da Agricultura.

Na conversa, que ocorreu no escritório do advogado Cristiano Zanin, defensor de Lula na Lava Jato, o ex-presidente fez acenos com propostas para o setor e, ao tratar de temas espinhosos como a ocupação de terras, disse que quer liderar o diálogo entre diferentes segmentos da sociedade para pacificar o país.

O encontro durou quatro horas. Começou no fim da manhã, logo após a reunião de Lula com o ex-ministro Aloysio Nunes (PSDB), e foi organizado por Zanin e pelo advogado Fernando Tibúrcio.

Lula fez uma rápida explanação ao grupo, dizendo que gostaria de liderar uma concertação nacional para fazer o Brasil voltar a crescer. Disse Lula na reunião:

“Quando deixei o governo, o Brasil vinha num processo de subir, algo que começou antes de mim e eu fui em céu de brigadeiro. O avião estava decolando. Agora, o Brasil está acabando. O avião está caindo”.

O ex-presidente também citou sua idade como um fator que o levaria a querer liderar o processo.

“Estou com 76 anos. Sinto como pessoa que preciso fazer isso pelo Brasil, de deixar esse legado nesses próximos quatro anos”.

Estiveram presentes pesos pesados do agro, como um dos executivos de uma das maiores empresas de grãos do país, um dos maiores produtores de algodão do Mato Grosso e um dos mais importantes deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária, entre outros.

Os empresários e os deputados citaram duas preocupações. Disseram precisar de crédito agrícola para o setor crescer mais e quiseram sondar qual será a posição de Lula se voltarem as ocupações de terra, como as promovidas pelo Movimento dos Sem Terra (MST).

Foi neste momento que Lula disse querer ajudar na construção de pontes para a retomada desse tipo de diálogo, que, em sua avaliação, foi prejudicado pela polarização do país.

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