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Guilherme Amado

Lei sancionada por Jair Bolsonaro pode servir para condenar Carlos

PF apura crime de interceptação sem autorização judicial; Carlos Bolsonaro é alvo de operação nesta segunda-feira (29/1)

29/01/2024 10:51
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Alan Santos/Presidência da República
Vereador do Rio Carlos Bolsonaro acompanhou o pai, Jair Bolsonaro, na viagem à Rússia. Eles estão sentado numa mesa com outras pessoas, ambos de terno, sem máscara e com expressão séria - Metrópoles

Sancionada por Jair Bolsonaro como uma reação a investigações contra políticos, a Lei de Abuso de Autoridade pode servir para condenar Carlos Bolsonaro e Alexandre Ramagem por monitoramento ilegal de cidadãos durante o governo Bolsonaro. Nesta segunda-feira (29/1), a PF cumpre mandados de busca contra Carlos Bolsonaro.

Um dos crimes apurados pela PF é “interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei”. Segundo a investigação, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) espionou pessoas à margem da lei quando era comandada pelo atual deputado Alexandre Ramagem, amigo de Carlos.

Lei sancionada por Jair Bolsonaro pode servir para condenar Carlos - destaque galeria
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Carlos Bolsonaro em foto na Câmara Municipal do Rio de Janeiro
Carlos Bolsonaro
Vereador do Rio Carlos Bolsonaro
Carlos Bolsonaro
Carlos Bolsonaro é autor de homenagem a inspetor de polícia investigado
Vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos)
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Vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos)

Caio César/Câmara Municipal do Rio de Janeiro
Carlos Bolsonaro em foto na Câmara Municipal do Rio de Janeiro
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Carlos Bolsonaro em foto na Câmara Municipal do Rio de Janeiro

Renan Olaz/CMRJ
Carlos Bolsonaro
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Carlos Bolsonaro

Reprodução / Instagram
Vereador do Rio Carlos Bolsonaro
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Carlos Bolsonaro
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Carlos Bolsonaro

Reprodução/Instagram
Carlos Bolsonaro é autor de homenagem a inspetor de polícia investigado
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Carlos Bolsonaro é autor de homenagem a inspetor de polícia investigado

Redes Sociais/Reprodução

Esse crime consta da Lei de Abuso de Autoridade, sancionada em setembro de 2019, primeiro ano de Jair Bolsonaro no Planalto, e incluiu na lei anterior a punição por fazer “escutas ambientais”, ou seja, gravar conversas em segredo. A pena é de dois a quatro anos de prisão, e se aplica a quem fez ou ordenou as interceptações paralelas, isto é, ilegais. Na época, parlamentares aprovaram a Lei de Abuso de Autoridade em uma reação à Lava Jato e outras investigações contra políticos.

A Polícia Federal investiga ainda os possíveis crimes de invasão de dispositivo informático alheio, cuja pena inicial é de um a quatro anos de prisão, e organização criminosa, que prevê prisão de três a oito anos.