Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Incêndio em usina PET pode desabastecer mercado de água e refrigerante

Associação diz que não sabe qual foi a extensão do incêndio numa fábrica da Indorama e que teme a falta de garrafas em meio à crise hídrica

atualizado 27/08/2021 9:38

Reprodução

Um incêndio na usina da empresa Indorama, a principal produtora de resina PET no país, tem causado apreensão no mercado de água e refrigerante brasileiro, pelo risco de afetar a produção de garrafas e levar ao desabastecimento.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho, manifestou “grande preocupação” com a possibilidade, e pontuou que a Indorama não se posicionou oficialmente sobre a extensão dos danos provocados pelo incêndio, ocorrido nos dias 14 e 15 deste mês na usina localizada no porto de Suape, em Pernambuco.

A empresa é responsável pela fabricação anual de 550 mil toneladas de resina PET, o que equivale a 60% de toda a produção nacional.

“Historicamente, no segundo semestre, a demanda por água e bebidas engarrafadas com PET já é maior do que nos seis primeiros meses do ano. Mas, neste ano, São Paulo enfrenta o menor nível de chuvas em 91 anos, então haverá uma procura ainda maior. Provavelmente teremos falta de água. Se faltar PET, será uma situação muito complicada, até porque essas embalagens também são usadas em alimentos e produtos de limpeza”, afirmou Roriz.

“Eu gostaria que a Abiplast tivesse sido comunicada sobre quanto tempo será preciso para normalizar as operações. Só assim nós poderíamos ter planejado alternativas com antecedência e ter avisado todos os transformadores sobre qual é a real situação do momento”, acrescentou Roriz, que também é vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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