
Guilherme AmadoColunas

Farmácias foram 7º setor com mais empréstimos em programa da pandemia
Mesmo com crescimento recorde na pandemia, setor pegou R$ 1,5 bilhão de programa emergencial do governo a juros vantajosos
atualizado
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O setor de farmácias, que teve crescimento recorde durante a pandemia, foi um dos que mais pegaram dinheiro emprestado do governo federal para se recuperar dos efeitos econômicos da Covid-19. Ao todo, o setor foi o sétimo com mais empréstimos, com R$ 1,5 bilhão em 19 mil contratos em 2020 e 2021. Os dados são do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).
Os líderes foram os setores de varejo de roupa (R$ 2,5 bilhões), restaurantes (R$ 2,4 bilhões) e minimercados (R$ 2,1 bilhões). O governo não limitou os empréstimos a setores específicos. Isso acabou juntando setores que foram impulsionados pela pandemia, como o de farmácias, a outros que foram prejudicados e tiveram de suspender atividades, como bares e restaurantes.
Enquanto serviços de alimentação e entretenimento tiveram de fechar as portas por meses em meio a lockdowns, as farmácias seguiram abertas e tiveram altas nas vendas. Itens de farmácia até então ignorados pelo grande público, como máscaras, luvas e álcool em gel, passaram a fazer parte de compras rotineiras para se proteger do vírus. No início da pandemia, esses produtos chegaram a ficar em falta.
O Ministério da Economia criou o Pronampe em 2020, quando pequenos negócios sofriam com o fechamento de estabelecimentos e a súbita perda de clientes. O Pronampe ofereceu taxa de juros vantajosas e um prazo de carência de mais de um ano. Em 2021, ao se tornar definitivo, o juro cresceu, mas continuou atrativo.