Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Cúpula do Twitter recebeu 7 mil e-mails cobrando ação contra fake news

Após pressões, Twitter criou opção para denunciar fake news no Brasil

atualizado 17/01/2022 16:53

TwitterDivulgação

A pressão para que o Twitter combatesse a disseminação de fake news no Brasil incluiu o envio de pelo menos sete mil e-mails para seus executivos. Nesta segunda-feira (17/1), a rede anunciou que passou a testar no Brasil uma opção para denunciar fake news na plataforma.

“Com mais de 620 mil óbitos por Covid-19 e diante de eleições decisivas, o Brasil é, hoje, refém da desinformação descontrolada que encontra, no Twitter, espaço para disseminar teorias conspiratórias sobre a segurança da vacina”, dizia o texto, em português e inglês, disparado para a cúpula do Twitter sete mil vezes até esta segunda-feira (17/1).

O material é parte da campanha “Fake news mata”, organizada pelo movimento Sleeping Giants e perfis do Twitter como Tesoureiros do Jair, Desmentindo Bolsonaro e Camarote da República.

“No Brasil, o Twitter tem se eximido da responsabilidade de remover conteúdos e contas que violam as políticas da plataforma”, segue o e-mail.

Mais cedo, o Twitter anunciou que o Brasil foi adicionado aos países que testam uma opção para denunciar fake news na rede, inclusive sobre a pandemia. A função é testada em Estados Unidos, Austrália, Coreia do Sul, Espanha e Filipinas.

Na semana passada, também após ser cobrado, o Twitter avisou ao pastor Silas Malafaia que postagens dele contra a vacinação infantil seriam apagadas. Em um dos tuítes falsos, Malafaia associou a imunização a mortes de crianças. Com isso, Malafaia deletou os tuítes.

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