
Guilherme AmadoColunas

CSN projeta relação praticamente zerada entre dívida líquida e EBITDA
Alta nos preços do minério de ferro no exterior e boas perspectivas para a venda de aço favorecem a empresa
atualizado
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Executivos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) esperam que a relação entre a dívida líquida e o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa esteja praticamente zerada ao final do ano.
A razão entre a dívida líquida e o EBITDA resulta no nível de alavancagem, ou seja, o número de vezes que uma empresa precisa gerar caixa para pagar a dívida líquida. No último trimestre, o nível registrado pela CSN foi de 0,6 vez, o que significa que era preciso uma quantia 0,6 vez maior do que a geração de caixa para pagar a dívida líquida.
A CSN havia encerrado 2020 com uma alavancagem de 2,23 vezes. Em março deste ano, a agência de classificação de risco Fitch projetava que a empresa fecharia 2021 com índice de 1 vez, mas uma atualização publicada pela Fitch no último dia 27 já recalculava a alavancagem para 0,5 vez.
Os números derivam das receitas expressivas que a CSN obteve com o aumento dos preços de minério de ferro no exterior. Também há a expectativa na empresa de que os volumes das vendas de aço crescerão ao longo do ano.
Em relação à subsidiária cimenteira, a CSN tem investido para aumentar a capacidade produtiva, sobretudo no Nordeste. A empresa finalizou em julho a compra da Elizabeth Cimentos, localizada na Paraíba, e estuda expandir as atividades para o Sergipe, onde verificou a presença de reservas de calcário. A CSN também entrou na disputa com outras cimenteiras para adquirir os ativos da LafargeHolcim, que possui dez plantas industriais espalhadas pelo país.
Outra oportunidade para os negócios está no agro. Interlocutores de Benjamin Steinbruch, o presidente da CSN, dizem que a produção de soja em fazendas da família no Mato Grosso do Sul tem chamado a atenção do empresário.