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Guilherme Amado

Condomínio de Torres em Brasília é alvo de protesto contra golpe

Condomínio onde mora Anderson Torres o Ville de Montagne, foi palco de “escracho” de ativistas de esquerda

01/04/2024 12:37, atualizado 02/04/2024 11:25
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Reprodução
Protesto do Levante Popular da Juventude em frente do condomínio Ville de Montagne, onde mora o ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília

Além de casas de seis deputados bolsonaristas, o condomínio onde mora o ex-ministro do governo Bolsonaro Anderson Torres, em Brasília, também foi alvo de protestos do Levante Popular da Juventude nesta segunda-feira (1/4).

Os “escrachos” dos ativistas de esquerda ocorreram em alusão os 60 anos do golpe militar de 1964. Os bolsonaristas alvos das manifestações de hoje são apontados pelo grupo como “personalidades da extrema-direita que articularam a tentativa de golpe em 08 de janeiro de 2023”.

No caso de Torres, os militantes levaram cartazes para a entrada do condomínio Ville de Montagne. A pista que dá acesso ao local também foi pichada com dizeres de que “aqui mora um golpista”.

Além do ex-ministro, como mostrou a coluna, houve protestos em frente aos locais onde moram seis deputados: Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, Clarissa Tércio, André Fernandes, Silvia Waiãpi, Pedro Lupion e Marcelo Alvaro Antônio.

Clarissa, Fernandes e Silvia são investigados em inquéritos abertos no STF por supostamente incitarem o movimento golpista de 8 de Janeiro.

Nos “escrachos”, que ocorreram em dez estados, também foram alvos o ruralista Antônio Galvan, investigado no Supremo por incentivo a atos antidemocráticos e candidato derrotado ao Senado por Mato Grosso em 2022 pelo PTB, e a sede do União Brasil em Roraima.

(Correção às 11h25 do dia 2 de abril de 2024: a versão inicial deste texto informava que o protesto havia sido feito em frente ao condomínio onde mora Jair Bolsonaro em Brasília. A informação foi corrigida)