Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Lucas Marchesini

Chinesa Great Wall quer concluir em 2021 compra de fábrica da Mercedes

Maior montadora privada da China, a Great Wall enfrentou entraves burocráticos para finalizar a compra da fábrica em Iracemápolis, em SP

atualizado 08/12/2021 9:11

O SUV HAVAL H6, da Great Wall MotorsDivulgação/Great Wall Motors

A Great Wall Motors pretende concluir ainda neste ano a compra da fábrica em Iracemápolis, no interior de São Paulo, que pertencia à Mercedes-Benz. O anúncio da compra foi feito em agosto e o plano era ter encerrado os trâmites no dia 15 de novembro, mas entraves burocráticos impediram a montadora de concluir a transação.

Executivos da empresa consideram que a fábrica é moderna, mas tem uma capacidade de produção modesta para os planos da Great Wall. A estrutura atual permite produzir 20 mil carros ao ano, sendo que a Mercedes não explorava todo esse potencial.

A Great Wall tem um plano para investir R$ 4 bilhões no Brasil até 2025 — valor que inclui a compra da fábrica. A montadora afirma que adaptará a planta ao modo de produção chinês para viabilizar a fabricação de até 100 mil carros ao ano. A ideia é que sejam produzidos quatro ou cinco modelos diferentes no local.

Maior montadora privada da China, a Great Wall irá se estabelecer no Brasil com o foco voltado para a eletrificação de veículos. A empresa abriu conversas com distribuidoras e sinalizou que não está interessada em concorrer no mercado de consumo massivo. Para 2025, a meta é vender 80 mil unidades no país.

Outro objetivo é transformar o Brasil num hub de exportação de modelos eletrificados para as Américas.

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