Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Lucas Marchesini

Campanha da OAB-DF é alvo do MP por festas em área nobre de Brasília

Advogada Thais Riedel é investigada por perturbação do sossego

atualizado 30/10/2021 21:56

Mulher fala em microfoneDivulgação/OAB-DF

A advogada Thais Riedel, candidata a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), é investigada pelo Ministério Público do DF (MPDFT) por perturbação do sossego em sua campanha. No mês passado, Riedel foi alvo de uma denúncia anônima de uma pessoa que mora no Lago Sul, área nobre da capital, e que alegou ser desrespeitada pelo barulho e movimentação nas festas frequentes na casa de Riedel.

A denúncia foi enviada ao MPDFT em setembro e, no mesmo mês, começou a tramitar no Tribunal de Justiça do DF (TJDFT). Em 28 de setembro, o MP pediu que Riedel seja intimada e preste depoimento em dois meses. Esse prazo termina uma semana depois da eleição para o comando local da OAB, disputada pela advogada.

“Thais Riedel comprou a casa há mais ou menos três meses para fazer campanha política. Frequentemente tem festas e reuniões nesse conjunto e essa atitude tem acabado com a paz dos moradores. São muitos carros na rua, manobristas e muito barulho. Verdadeiro desrespeito”, disse a denúncia ao MP. Questionada sobre eventuais testemunhas, a acusadora respondeu: “Todos os moradores da rua”.

A perturbação do sossego é uma contravenção penal, com pena de 15 a 90 dias de prisão ou multa.

Como mostrou a coluna Janela Indiscreta na última quarta-feira (27/10), uma das integrantes da chapa de Thais Riedel à OAB-DF é a advogada Isabela Bueno, ré no TJDFT por injúria racial. Após a matéria, a advogada foi retirada da chapa. A denúncia de injúria racial foi revelada pela coluna Grande Angular em janeiro.

Procurada, Thais Riedel afirmou que não foi notificada sobre o processo e que prestará os esclarecimentos necessários quando for informada.

(Atualização, às 21h56 de 30 de outubro de 2021: A campanha de Thais Riedel entrou em contato para pontuar que a denúncia foi anônima. Uma primeira versão desta nota dizia que havia sido um vizinho, o que não é possível precisar.)

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