Guilherme Amado

Bolsonaro quer algo que PL, PP e Republicanos não podem dar; análise

A razão central para Jair Bolsonaro ter colocado um freio na filiação ao PL foi a mesma que o fez sair do PSL

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Bolsonaro, fux e Pacheco durante Cerimônia de Sanção do Projeto de Lei que cria o Tribunal Regional Federal da 6ª Região 29
1 de 1 Bolsonaro, fux e Pacheco durante Cerimônia de Sanção do Projeto de Lei que cria o Tribunal Regional Federal da 6ª Região 29 - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

A razão central para Jair Bolsonaro ter colocado um freio na filiação ao PL foi a mesma que o fez sair do PSL: ele não mandaria no partido. Bolsonaro quer ter domínio total das decisões da legenda a que se filiar, decidindo os candidatos nas praças que lhe são caras, vetando nomes de que não goste e impedindo alianças com a esquerda ou quem lhe critica — que, para ele podem soar intragáveis, não são incoerentes para o contorcionismo de Valdemar Costa Neto.

PL, PP e Republicanos se aliam com quem mais lhe oferece em cargos no momento ou quem mais tem chance de vitória. Pouco importa se é de direita, esquerda ou diagonal. Melhor ainda se for com um pouquinho de cada um.

Nos últimos dias, dois pedidos feitos por Bolsonaro foram recusados por Valdemar Costa Neto: ele queria que Eduardo Bolsonaro comandasse o diretório de São Paulo e seu ministro Gilson Machado Neto dirigisse a sigla em Pernambuco.

Na quinta-feira (11/11), na reunião que teve com Bolsonaro, Valdemar já tinha topado abrir mão do apoio a Rodrigo Garcia, atual vice-governador de São Paulo e futuro candidato tucano. Considerava que São Paulo estava equacionado. Mas, diante do novo pedido, para que ele cedesse todo o diretório, disse não, e a coisa desandou.

Já o diretório de Pernambuco foi mais uma negativa que desagradou a Bolsonaro. O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, havia sinalizado de que gostaria de comandar Pernambuco, mas, na semana passada, viu que suas chances eram pequenas, quando o PL nacional publicou nas redes uma nota empoderando o prefeito de Jaboatão dos Guararapes.

Bolsonaro não teve capacidade de criar ou conquistar um partido seu, embora detenha uma consistente base de apoio, que oscila entre 20% e 30% do eleitorado. Seu Aliança pelo Brasil não decolou, e nenhuma outra sigla topou lhe dar o comando total. Talvez fosse ter isso no Patriota, sigla a que Flávio Bolsonaro chegou a se filiar, mas seus aliados perderam o comando da legenda e o plano implodiu.

O PTB lhe prometeu mundos e fundos, mas Roberto Jefferson passou a ser um aliado pesado demais, até para Bolsonaro. Figurar ao lado do político que mais ofende e ameaça o STF seria atiçar uma briga que o presidente já percebeu que não teria condições de ganhar.

Restou um partido do Centrão, aquele agrupamento que Augusto Heleno outro dia chamava de ladrão e falava quase com asco. E, na relação com o Centrão, não é bem Bolsonaro quem manda.

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