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Guilherme Amado

Auditoria da CGU sobre refinaria pode atrapalhar Petrobras e Mubadala

No governo Bolsonaro, Petrobras vendeu refinaria para árabes abaixo do preço de mercado, segundo a Controladoria-Geral da União (CGU)

07/01/2024 08:00, atualizado 07/01/2024 11:57
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Igo Estrela/Metrópoles
tanques de combustíveis do Terminal Terrestre da Petrobras em Brasília, armazena e distribui produtos derivados do petróleo

As conclusões da auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontaram que a Refinaria Landulpho Alves foi estranhamente subavaliada pela Petrobras ao ser vendida aos Emirados Árabes, criaram um problema para conversas em andamento há meses entre a Petrobras e o Mubadala.

A estatal tenta recomprar parte da refinaria, e há interesse dos árabes em vender. Nos planos da Petrobras, a ideia é voltar a ser dona de 80% do negócio.

A Petrobras afirmou durante a semana que o processo de venda da RLAM, entre 2019 e 2021, é alvo de um procedimento administrativo das áreas de integridade da estatal.

“A atual gestão da Petrobras reafirma seu compromisso com a governança corporativa está à disposição para prestar todas as informações necessárias aos órgãos externos. As conclusões dos órgãos de controle e instituições de fiscalização/investigação serão levadas em consideração e pautarão a atuação da empresa, sendo de extrema relevância para a preservação do patrimônio público e privado que representa a Petrobras”, disse nota enviada à coluna.