Apagão: Aneel impõe sigilo a documentos sobre pedido de ministro
Aneel impôs sigilo a documentos relacionados a pedido de apuração que recebeu em abril do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) impôs sigilo aos documentos relacionados ao pedido do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para que a agência apurasse irregularidades da concessionária Enel, que deixou 2,1 milhões sem luz na capital paulista no mês passado. A Controladoria-Geral da União (CGU) suspeita da demora da Aneel para evitar o mega apagão.
Por meio da Lei de Acesso à Informação, a coluna questionou a Aneel quais providências foram tomadas a partir do ofício enviado pelo ministro de Minas e Energia em 1º de abril. Também pediu acesso aos documentos produzidos sobre o caso na agência, como notas técnicas e pareceres.
A Aneel recusou enviar as informações, alegando que todos os documentos estão em “fase preparatória” e que só poderiam ser divulgados a um representante da Enel, distribuidora italiana. Segundo a Lei de Acesso, contudo, eventuais trechos de documentos com informações sensíveis podem ser tarjados, e o sigilo deve ser a exceção no poder público.
No mês passado, a assessoria de imprensa da Aneel não havia respondido sobre as providências tomadas a partir do documento assinado por Alexandre Silveira. Nesse ofício, o ministro pediu uma apuração para averiguar “falhas e transgressões” do órgão regulador. “Os apagões na área de concessão da Enel SP têm levado a uma insatisfação generalizada dos consumidores de energia elétrica, tanto pela frequência como pela duração”, escreveu Silveira.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPelo menos 3,1 milhões de imóveis ficaram sem luz em São Paulo, a maior cidade da América Latina, em outubro. Um levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio) apontou que o apagão gerou prejuízos de R$ 1,65 bilhão no varejo e no setor de serviços. Na quarta-feira (6/11), o Procon paulista multou a Enel em R$ 13,3 milhões, a terceira sanção no último ano por má prestação de serviço.


















