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Guilherme Amado

A poupança do governo Lula para votações no Legislativo neste ano

Governo guarda o poder de fogo no Legislativo para o fim do ano; há pautas importantes no Senado e na Câmara

16/10/2023 07:30, atualizado 16/10/2023 08:22
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Igo Estrela/Metrópoles
Alexandre Padilha, Ministro das Relações Institucionais, durante coletiva no Alvorada - metrópoles

O governo Lula está vendo o fim de ano se aproximar com diversas pautas emperradas no Legislativo, mas com cerca de R$ 15 bilhões em caixa para agradar deputados e senadores. Na Câmara dos Deputados, há a taxação de offshores. No Senado, a reforma tributária.

No fim do ano, haverá ainda uma batalha nas duas Casas pela aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e depois, da Lei Orçamentária anual (LOA), o que também não deve ser simples.

Até o momento, porém, a área de articulação política — comandada por Alexandre Padilha, na Secretaria das Relações Institucionais do Palácio do Planalto — guardou uma boa poupança em verbas de negociação política para o fim do ano, quando costumam ocorrer liberações em massa.

Em emendas de comissão, há ainda R$ 4,8 bilhões no Orçamento. Nas verbas dos ministérios dedicadas a negociações políticas por acordo com o Congresso, falta liberar R$ 5 bilhões. Em emendas individuais, o governo ainda tem R$ 3,9 bilhões que não empenhou (reservou para pagamento). Em emendas de bancada, R$ 2 bilhões. São, ao todo, R$ 15,7 bilhões.

Em paralelo, há ainda a reivindicação de deputados por cargos na Funasa e na Caixa Econômica Federal, outro nó a desatar, e a pressão do senador Davi Alcolumbre para influenciar nas indicações do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República.