
Unicef: Renan Santos não aborda violência contra crianças no seu plano
Levantamento analisou planos dos cinco principais candidatos e identificou só três menções a crianças no programa do candidato da Missão

O plano de governo de Renan Santos (Missão) não aborda a violência contra crianças e adolescentes e faz apenas três menções ao tema infantojuvenil, todas relacionadas à Educação, segundo análise divulgada pela Unicef nesta segunda-feira (24/8). O levantamento comparou os programas dos cinco candidatos à Presidência com maiores índices de intenção de voto.
“Lula, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Flávio Bolsonaro abordam o tema, enquanto Renan Santos não o menciona de maneira explícita”, informou a organização.
A Unicef contabilizou 178 menções a crianças e adolescentes nos cinco programas analisados. Renan Santos registrou três, todas na área de Educação. Ronaldo Caiado (PSD) somou 86 menções, seguido por Lula (PT), com 37, Flávio Bolsonaro (PL), com 28, e Romeu Zema (Novo), com 24.
Nos quatro programas que tratam da violência contra crianças e adolescentes, predominam propostas de resposta à criminalidade, como aumento de penas, ampliação do policiamento e fortalecimento da investigação criminal, segundo a Unicef. A organização observou que “são menos frequentes as referências a medidas de prevenção”.
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Ver todasA violência sexual aparece nos planos de Lula, Flávio Bolsonaro e Caiado. Riscos no ambiente digital e violência doméstica são mencionados apenas por Lula e Caiado. Já os homicídios de crianças e adolescentes são citados somente no programa de Caiado.
A Unicef também não identificou propostas para tratar das mortes decorrentes de intervenção policial nessa faixa etária.
A Unicef destacou que o levantamento avaliou principalmente como crianças e adolescentes aparecem de forma explícita nos programas e que outras políticas capazes de afetá-los podem não ter sido contabilizadas por não utilizarem os termos pesquisados.
“Não se trata de escolher entre prevenção ou repressão”, afirmou Joaquin Gonzalez-Aleman, representante da Unicef no Brasil. “Para proteger crianças e adolescentes, é fundamental também agir antes que a violência aconteça.”













