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TRE-DF proíbe “bonecão” de Arruda e aponta propaganda antecipada
A imagem trazia o rosto de Arruda com a palavra “volta” e era acompanhada por um carro de som com o jingle “Bora, bora, bora Arruda”
atualizado
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O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) proibiu o uso do bonecão do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) em atos de pré-campanha eleitoral.
A decisão liminar foi assinada pelo desembargador Sérgio Xavier de Souza Rocha e determina a suspensão imediata da exibição do boneco. A imagem trazia o rosto de Arruda com a palavra “volta” e era acompanhada por um carro de som com o jingle “Bora, bora, bora Arruda”.
A decisão foi expedida após o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) entrar com uma representação contra o pré-candidato do PSD.
Segundo a ação, o material foi utilizado em via pública no dia 14 de dezembro de 2025, antes do período permitido pela legislação eleitoral.
De acordo com o entendimento do magistrado, o uso do boneco e da expressão “volta” configura propaganda eleitoral antecipada, por representar um pedido de voto indireto. A decisão destaca ainda que esse tipo de ação fere a igualdade entre os candidatos.
O desembargador determinou que Arruda apresente defesa no prazo de dois dias. O Ministério Público Eleitoral foi acionado para acompanhar o caso.
Em caso de descumprimento da decisão, foi fixada multa diária de R$ 3 mil, limitada ao total de R$ 100 mil.
Arruda tem se movimentado politicamente de olho nas eleições de 2026. O ex-governador tem esperança de se candidatar com base na recente mudança da Lei da Ficha Limpa, que criou teto de 12 anos de inelegibilidade. Porém, conforme mostrou o Metrópoles, ex-ministros indicam que as alterações não retroagiriam para beneficiar casos como o de Arruda, que foi condenado por improbidade administrativa em ao menos cinco ações oriundas da Operação Caixa de Pandora.
O outro lado
José Roberto Arruda afirmou que tomou conhecimento da representação eleitoral por meio da imprensa e que ainda não foi oficialmente intimado. “Não fui oficialmente intimado para apresentar resposta, o que farei oportunamente nos autos”, disse.
O ex-governador também negou qualquer relação com a confecção ou autorização do boneco. “O boneco objeto da representação eleitoral não foi por mim confeccionado ou autorizado. Ao que parece, trata-se de um artefato criado por algum simpatizante, sem minha autorização ou conhecimento prévio. Mas isso demonstra que os adversários estão preocupados”, afirmou.
