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- Foto: Reprodução/ExpertXP
A ex-primeira-ministra do Reino Unido Theresa May (foto em destaque) disse, nesta quinta-feira (4/8), que o mundo vai observar se o líder político do Brasil cumprirá os acordos assumidos internacionalmente para a preservação da Amazônia.
Durante palestra virtual na ExpertXP 2022, evento direcionado ao público do mercado financeiro, Theresa May foi questionada sobre o conselho que ela daria para o próximo presidente do Brasil, que será eleito este ano.
A britânica acrescentou que há uma regra no Reino Unido para que os políticos ativos não deem conselhos sobre o que os outros países devem fazer. Porém, Theresa May afirmou que “o mundo se preocupa com a Amazônia”.
“É uma parte extremamente importante para o meio ambiente mundial, e nós queremos que isso seja preservado. O país assinou compromisso para interromper a degradação da floresta. O importante é que quem estiver no poder honre o compromisso e implemente o que for necessário para que esse compromisso seja cumprido. O mundo vai estar observando”, destacou.
Ela refere-se ao acordo fechado pelo Brasil na COP26 para zerar o desmatamento na Amazônia até 2030. O país também se comprometeu a reduzir pela metade a emissão de gases do efeito estufa.
Theresa May atuou como primeira-ministra do Reino Unido de 2016 a 2019. Ela integra o parlamento britânico desde 1997.
Amazônia durante o governo Bolsonaro:
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A destruição de florestas na Amazônia alcançou um novo e alarmante patamar durante o governo Bolsonaro. O desmatamento no bioma aumentou 56,6% entre agosto de 2018 e julho de 2021, em comparação ao mesmo período de 2016 a 2018
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De acordo com a pesquisa do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), mais da metade (51%) do desmatamento do último triênio ocorreu em terras públicas, principalmente (83%) em locais de domínio federal
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Dois anos após o Dia do Fogo, as queimadas na região voltaram a quebrar recordes anuais. Em 2020, a Amazônia Legal registrou o maior índice dos últimos nove anos (150.783 focos de fogo), um valor 20% maior que no ano anterior e 18% maior que nos últimos cinco anos
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Em 2019, Bolsonaro se envolveu em algumas polêmicas ao ser pressionado sobre as medidas para controlar a situação das queimadas na Amazônia. Na época, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou que o mês de julho havia registrado aumento de 88% nos incêndios, em comparação com o mesmo período do ano anterior
Fábio Vieira/Metrópoles
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O deputado Ricardo Galvão
Ricardo Fonseca/ASCOM-MCTIC
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Bolsonaro chegou a culpar as organizações não governamentais (ONGs) pela situação na floresta. Segundo o presidente, o objetivo era enviar as imagens para o exterior e prejudicar o governo
Fábio Vieira/Metrópoles
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Diante da polêmica, o governo lançou edital com o intuito de contratar uma equipe privada para monitorar o desmatamento na Amazônia. O presidente também convocou um gabinete de crise para tratar das queimadas e prometeu tolerância zero com os incêndios florestais
Fotos Igo Estrela/Metrópoles
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Porém, durante os três anos de governo de Jair Bolsonaro, as políticas ambientais foram alvo de críticas devido aos cortes orçamentários, desmonte de políticas de proteção ambiental e enfraquecimento de órgãos ambientais
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Em 2020, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o chefe do Executivo voltou a criar polêmicas ao declarar que os incêndios florestais eram atribuídos a "índios e caboclos" e disse que eles aconteceram em áreas já desmatadas. Além disso, Bolsonaro alegou que o Brasil é vítima de desinformação sobre o meio ambiente
Agência Brasil
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No ano seguinte, Bolsonaro elogiou a legislação ambiental brasileira e o Código Florestal e enalteceu a Amazônia durante a assembleia. Além disso, disse que o futuro do emprego verde estava no Brasil
Agência Brasil
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Em novembro de 2021, o presidente classificou as notícias negativas sobre a Amazônia como “xaropada”. Contudo, de acordo com o Inpe, a área sob risco tem 877 km², um recorde em relação à série histórica
Lourival Sant’Anna/Agência Estado
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Durante um evento de investidores em Dubai, Jair disse que a Amazônia não pega fogo por ser uma floresta úmida e que estava exatamente igual quando foi descoberta, em 1500
Agência Brasil
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Bolsonaro costuma falar com apoiadores no Palácio da Alvorada todos os dias