Suposto chefe de "gabinete do ódio" fez reuniões na sede do governo de PE
Relatórios mostram que Amisadai Andrade da Silva, exonerado após reportagem da Record que revelou caso, esteve na Casa Civil do governo

Suspeito de coordenar “gabinete do ódio” de ataque a adversários da governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), Amisadai Andrade da Silva esteve na sede do governo ao menos em duas ocasiões, conforme documentos obtidos pelo Metrópoles.
Os relatórios sobre a entrada de pessoas no Palácio do Campo das Princesas registram ida de Amisadai (foto em destaque) para a Casa Civil, no dia 22 de julho de 2024. Na ocasião, ele se identificou como servidor da Caixa Econômica Federal.
Em 30 de setembro do mesmo ano, ingressou no palácio como representante do Portal da Prefeitura, que recebeu R$ 642,5 mil do governo de Pernambuco durante a gestão de Raquel Lyra.
Amisadai é servidor da Caixa Econômica Federal e estava cedido para a Secretaria de Turismo de Pernambuco. Após reportagem da TV Record revelar investigação da Polícia Federal sobre uma rede supostamente ligada a Amisadai com 300 canais on-line que atuariam com notícias falsas contra adversários de Raquel Lyra, a governadora exonerou ele do governo, nesta quarta-feira (26/8).
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularDurante sabatina nesta quarta-feira (26/8), a Raquel Lyra refutou informação de Amisadai de que ele teria se encontrado com ela e cobrou “provas”. Questionada do motivo pelo qual Amisadai estava lotado na Secretaria de Turismo, Raquel Lyra afirmou que o governo “é composto não sei por quantos mil cargos comissionados e efetivos”. A governadora ainda disse que ela é alvo de ataques e denunciou mais de 400 “perfis robotizados”.
Um vídeo divulgado pela Record mostra Amisadai dizendo que opera rede de páginas e perfis que se dedicam a “desidratar” João Campos (PSB), principal adversário de Raquel Lyra na disputa pelo governo estadual.
“O governo Estado enxergou na gente, também a gente fez reunião com o Palácio, enxergou a gente como um canal para a gente tentar desidratar ele (João Campos)”, disse.
O pagamento pelo suposto serviço viria de contratos de publicidade firmados pelo governo de Raquel Lyra, de acordo com a apuração.
A reportagem tenta contato com o governo de Pernambuco e Amisadai. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.









