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STF: vereadora acusa Bolsonaro de terrorismo no caso de petista morto

A vereadora de Recife Liana Cirne Lins apresentou uma petição ao STF na qual diz que Bolsonaro cometeu atos preparatórios de terrorismo

atualizado 18/07/2022 14:40

Marcelo Arruda foi assassinado durante a festa de aniversário de 50 anos Arquivo pessoal

A vereadora de Recife (PE) Liana Cirne Lins (PT) entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma petição na qual acusa o presidente Jair Bolsonaro (PL) de cometer o crime de atos preparatórios ao terrorismo.

Liana fez a acusação no contexto do homicídio do tesoureiro do PT e guarda municipal Marcelo Aloízio Arruda, no último dia 9 de julho, em Foz do Iguaçu (PR).

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De acordo com as investigações, uma vigilante que estava no clube onde o tesoureiro do PT e guarda municipal Marcelo Arruda (foto em destaque) foi morto confirmou em depoimento que ouviu a frase “Aqui é Bolsonaro, porra!” vinda do policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho, acusado de assassinar Arruda. Ele teria proferido as palavras antes de atirar.

O crime citado pela vereadora petista é previsto na Lei nº 13.260/2016 e consiste em “realizar atos preparatórios de terrorismo com o propósito inequívoco de consumar tal delito”. Liana alegou que as ações de Bolsonaro, “supostamente exortatórias à violência, teriam culminado com o homicídio do guarda municipal”.

O processo foi distribuído no STF ao ministro Nunes Marques. Na sexta-feira (15/7), o magistrado enviou o caso ao procurador-geral da República, Augusto Aras, a quem cabe opinar se o caso é de competência do Supremo.

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