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Servidor petista que atacou deputada do PL é indiciado pela polícia
O autor da mensagem de ódio foi identificado pela Polícia Legislativa Federal e interrogado em Florianópolis (SC), na terça-feira (24/2)
atualizado
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Um servidor da Secretaria de Saúde de Santa Catarina, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), foi identificado como o autor de ofensas enviadas à deputada federal Julia Zanatta (PT-SC). A Polícia Legislativa Federal (PLF) o indiciou por ameaça, injúria e difamação com agravante por ter sido via e-mail e contra funcionária pública no exercício da função de parlamentar federal.
O homem escreveu e encaminhou o e-mail com título “Julinha”, que parecia inofensivo, mas na verdade era um disfarce para o texto agressivo. Na mensagem, obtida pelo Metrópoles, o servidor ataca a parlamentar com ofensas, também de cunho sexual, além de citar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o pastor Silas Malafaia.
Ele ainda exalta o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Vai te f*der, desgraçada, criminosa, mentirosa, nojenta… larga desse crucifixo no pescoço, sua falsa cristã”, diz trecho do conteúdo ofensivo. “Todo o apoio ao Alexandre de Moraes, aos ministros do STF, ao presidente Lula (o melhor desse país até hoje) e a próxima a ir para a cadeia será você, sua ratazana de esgoto. Ah, não.. as ratazanas são mais evoluídas e não quero ofendê-las… Você não passa de uma bactéria patogênica, nociva”, emendou o agressor.
O autor das mensagens foi identificado pela PLF e interrogado em Florianópolis (SC), na terça-feira (24/2). O nome dele não foi divulgado.
A reportagem apurou que, na ocasião, o servidor público confessou a autoria do ataque virtual, demonstrou arrependimento e pediu desculpas à parlamentar. Ele ainda legou que enfrentava “problemas psiquiátricos” quando escreveu a mensagem ofensiva.

A ação da PLF faz parte de uma estratégia contínua da Câmara dos Deputados para frear a escalada de agressões contra mulheres no parlamento.
Segundo a corporação, casos semelhantes têm sido priorizados para evitar que o ambiente digital ou físico se torne um espaço de impunidade para a violência política.
