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Secretário do Tesouro diz que Caixa “olha de forma objetiva” para ativos do BRB, “assim como qualquer outra instituição”
Ceron disse, ainda, que o Tesouro tem sido acionado em relação à venda das carteiras do BRB “para poder dar anuência”
atualizado
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O secretário do Tesouro Nacional e presidente do Conselho de Administração da Caixa, Rogério Ceron, disse que a Caixa “está olhando de forma objetiva” para as carteiras de crédito do Banco de Brasília (BRB), “assim como qualquer outra instituição financeira”.
Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (25/2), Ceron indicou, porém, que não há negociação avançada para compra. “Se isso vai se tornar, em algum momento, uma oportunidade, vão ter que acompanhar, mas ela [carteira] está sendo olhada com esse prisma, não como uma necessidade de ser uma política pública ou ser algo que não vai ser bom para a instituição Caixa”, declarou.
Ceron disse, ainda, que o Tesouro tem sido acionado em relação à venda das carteiras do BRB “para poder dar anuência à sessão definitiva por conta do aval da União”.
O Metrópoles apurou com fontes da Caixa que a instituição estuda as carteiras do BRB e analisa os melhores produtos que podem ser negociados.
Um dos ativos que desperta interesse, mas ainda não estaria na mesa, é a carteira da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), estatal do Governo do Distrito Federal (GDF), acionista controlador do BRB.
O BRB colocou à venda carteiras de originação própria e adquiridas do Banco Master. A instituição financeira precisa reforçar a liquidez e o patrimônio. O Banco Central determinou provisionamento de R$ 2,6 bilhões ao BRB.
Em paralelo, o acionista controlador mandou à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) um projeto de lei que autoriza medidas para fortalecer o BRB, como empréstimo de até R$ 6,6 bilhões.
Também na coletiva de imprensa desta quarta-feira, o secretário do Tesouro disse que não seria possível ajuda financeira ao BRB por meio de crédito com aval da União porque o DF não tem capacidade de pagamento (Capag) exigida para a operação.
“A única possibilidade de operações de crédito por parte do ente (Distrito Federal) é sem aval da União. E tem que passar na análise de risco de crédito das instituições financeiras, que é um pouco do que tem sido essa discussão”, afirmou.
“Aqui só reportando o que tem saído na mídia: o próprio DF tentando aprovar uma autorização legislativa para utilizar imóveis como garantia para operações, tentando encontrar uma forma de viabilizar uma operação sem aval da União, para que os bancos aceitem financiar apenas com o risco do ente”, explicou.
