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Comissão aprova indicação de Nelson Souza para presidência do BRB

Nelson Souza foi indicado para o cargo de presidente do BRB pelo governador. Ele passa por sabatina na CLDF, nesta terça-feira (25/11)

atualizado

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Reprodução/TV Câmara Distrital
nelson souza
1 de 1 nelson souza - Foto: Reprodução/TV Câmara Distrital

A Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (Ceof), da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), aprovou a indicação de Nelson Souza para a presidência do Banco de Brasília (BRB), na tarde desta terça-feira (25/11).

Ao responder aos deputados, Nelson Souza frisou que, caso seja aprovado para o cargo de presidente do BRB, pretende ficar “atento à liquidez do banco”. “É fundamental nos atentarmos à liquidez do banco. Nós vamos ter cuidados com as aplicações, sejam elas ativas ou passivas, carteira de crédito”, disse.

O indicado declarou, ainda, que fará “choque de gestão” na instituição financeira. Ele também enfatizou que o BRB “é sólido”. “É o que eu vejo hoje no banco. Está passando um problema momentâneo? Sim, mas já contrataram auditoria independente”, afirmou.

“O dono do banco é o povo de Brasília, em especial o servidor público”, declarou Nelson Souza, que afirmou ser correntista do BRB.

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Nelson Antônio de Souza, novo presidente do BRB
Plenário da CLDF aprova Nelson Souza para cargo de presidente do BRB, em novembro de 2025
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Plenário da CLDF aprova Nelson Souza para cargo de presidente do BR
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Ibaneis e Nelson Souza, indicado presidente do BRB
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Ibaneis e Nelson Souza, indicado presidente do BRB

Divulgação/GDF

Nelson Souza afirmou que todas as operações dentro do BRB deve “ser feito com governança, com controle de risco e com precificação correta e calculada”. Veja a sabatina ao vivo:

O candidato ainda disse que “não adianta crescer e não ter calculado o risco”. “Não cabe a mim julgar. Meu compromisso é daqui para frente, mas os mecanismos de controle seguirão as regras definidas”, completou.

Questionado sobre os programas sociais operacionalizados pelo BRB, Nelson Souza afirmou que pretende dar continuidade e melhorá-los.
“Eu diria que é uma fortaleza do BRB, e eu diria que nós não temos que continuar, nós temos que, além de continuar, temos que melhorar”, declarou.

Nelson afirmou que vai verificar como foi feito o aumento de capital registrado pelo BRB nos últimos anos. “Vi em alguns jornais que teve aumento de capital. A origem eu também só posso falar disso quando eu chegar e verificar qual foi o motivo, qual foi a fonte, qual foi a fonte desse aumento de capital. Mas isso tudo também passa pelo Banco Central, que é o órgão regulador, o banco que examina isso tudo”, disse.

Ligações políticas

Em relação às indicações políticas, Nelson Souza afirmou que deve separar a política da gestão do banco. O indicado a presidente do BRB disse que é do Piauí, assim como Ciro Nogueira e Wellington Dias, a quem classificou como “cara mais próximo de relação”, mas ressaltou que quem o indicou foi o governador Ibaneis Rocha (MDB), que tem prerrogativa para isso.

Sobre a Operação Compliance Zero, que investiga suposta fraude de R$ 12 bilhões envolvendo carteiras compradas do Banco Master pelo BRB, Nelson Souza disse que não falaria sobre o Master neste momento.

“Não vou falar do Banco Master, porque eu não conheço, o que eu sei é o que o senhores e a senhoras sabem pela imprensa. Pode até me fazer essa pergunta mais à frente, deputado Jorge Vianna [deputado distrital], que com certeza eu vou saber responder, com certeza, até porque sou da área de banco. Agora, o que eu posso dizer que uma operação de compra e venda de banco é uma operação amplamente feita no mundo inteiro, não é diferente do Brasil. E o Brasil tem um sistema financeiro muito robusto e muito sólido”, declarou.

O deputado distrital Gabriel Magno (PT) insistiu no assunto e questionou se Nelson Souza compraria ações do Banco Master. O sabatinado respondeu: “Eu não gostaria de falar do Master. Eu vou falar sobre qualquer operação de compra e venda de carteira. É uma prática de mercado, totalmente utilizada. Agora, não vou falar porque, mais uma vez, eu não assumi. O que eu posso dizer é que eu vou acompanhar a auditoria, eu vou acompanhar tudo e as medidas que forem necessárias serão postas em prática. Uma coisa é o banco, outra coisa é alguém que possa ter feito algo que precisa ter o amplo direito de defesa, mas também responder pelos atos”.

Próximos passos

Após a sabatina na Ceof, Nelson Souza deverá passar pelo escrutínio do plenário da CLDF. Se aprovado, o nome dele será encaminhado para análise do Banco Central.

Nelson Souza foi indicado ao cargo na semana passada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), após o afastamento do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, determinado pela Justiça Federal.

Investigações

A Operação Compliance Zero, deflagrada na semana passada, investiga compra de carteiras de créditos falsas do Banco Master pelo BRB, com uso de empresas de fachada, como a Tirreno.

A Polícia Federal apontou que, embora o BRB descreva possuir processo formalmente estruturado para aquisição de carteiras – envolvendo filtros de elegibilidade, manifestações de diversas áreas, aprovação colegiada e registro na B3 –, “verifica-se que tais mecanismos não foram eficazes para detectar as irregularidades graves posteriormente apontadas pelo Banco Central, como a existência de créditos insubsistentes, sobreposição de CPFs, originação por empresa recém-constituída sem histórico (Tirreno) e ausência de comprovação documental dos contratos subjacentes”.

A PF indicou que o BRB aceitou a restituição de R$ 6,7 bilhões diretamente da Tirreno, a empresa que seria de fachada. A Tirreno assinou acordo para pagar o valor em seis meses – de junho a dezembro de 2025. Segundo as investigações, os R$ 6,7 bilhões pagos pelo Master à Tirreno pelas carteiras de crédito, antes de serem repassadas ao BRB, continuam disponíveis em conta vinculada, mas o BRB não exigiu a devolução imediata.

“Assim sendo, não se justifica que o BRB ao invés de exigir a devolução imediata de seus 6,7 bilhões, pela compra de itens absolutamente insubsistentes, tenha optado por tranches mensais, o que só corrobora a hipótese criminal de que a vontade inicial do BRB sempre foi de emprestar dinheiro ao Banco Master”, afirmou a PF em documento enviado à Justiça Federal.

Inicialmente, a PF nomeou a operação como Ostap Bender, em referência ao personagem vigarista do romance O Bezerro de Ouro, dos autores soviéticos Ilya Ilf e Yevgeny Petrov. Posteriormente, o nome escolhido foi Compliance Zero.

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