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Professora da UnB é condenada por injúria racial contra aluno

O aluno de medicina da UnB denunciou uma professora de nutrição por declaração racista durante um atendimento em ambulatório

atualizado

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1 de 1 associação - Foto: Divulgação/UnB

A professora de nutrição da Universidade de Brasília (UnB) Regina Coeli foi condenada pelo crime de injúria racial e discriminação contra um aluno de medicina da instituição.

O caso ocorreu em 22 de maio, no Hospital Universitário de Brasília (HUB). A sentença foi publicada no último domingo (14/12).

Segundo o processo, o aluno estava no ambulatório quando a professora, que não fazia parte da equipe responsável pelo atendimento no dia, entrou na sala e “começou a dirigir perguntas à mãe de uma paciente, questionando o que ela achava do atendimento”.

Depois, disse ao estudante: “Você conhece aquele aluno que ficou famoso, que saiu na TV, preto igual a você? Fui racista com ele mesmo. Todos nós temos os nossos preconceitos”, acrescentando que “já teve de dar aula para autista, para pessoas com deficiência”, e que, “no caso do outro aluno, julguei ele antes, mas ele era um bom aluno, apesar de preto igual a você”.

O caso foi levado à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que indiciou a professora por racismo e injúria racial. Ao analisar a situação, o juiz Luis Carlos de Miranda, da 5ª Vara Criminal de Brasília, considerou que a docente “agiu de forma livre e consciente com a vontade de ultrajar a vítima em virtude de sua cor/raça, movida por sentimento racista, além de ter admitido que era racista”.

“A condenação representa não apenas a aplicação correta da lei penal, mas também a necessária resposta estatal a condutas que perpetuam a marginalização racial em nossa sociedade”, completou.

O magistrado condenou a docente a 3 anos de reclusão e substituiu a sentença por pena alternativa que deverá ser definida pela Vara de Execuções Penais. Ainda cabe recurso da decisão.

Procurada, a UnB informou que não comenta decisões judiciais. Em nota, a instituição reiterou que “atua de forma responsável e diligente no âmbito de suas competências institucionais, adotando as providências administrativas cabíveis sempre que há denúncia de violação de direitos, com atenção ao acolhimento das pessoas envolvidas e ao devido processo legal”.

A reportagem tenta contato com a defesa da professora.

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