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Grande Angular

Presidente da Caesb sobre pior estiagem em 52 anos: "Não faltará água"

O Distrito Federal chegou a 131 dias sem chuvas, pior estiagem desde 1970. O nível do principal reservatório de água chegou a 51,8%

15/09/2022 15:14, atualizado 15/09/2022 15:41
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Michael Melo/Metrópoles
água caindo de uma torneira aberta

O presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Pedro Cardoso, disse que o DF não terá falta de água, como ocorreu há cinco anos. A capital do Brasil está há 131 dias sem chuva e enfrenta a pior estiagem dos últimos 52 anos.

Nesta quinta-feira (15/9), o nível do reservatório do Descoberto, o principal do DF, chegou a 51,8%. “Temos reserva hídrica para passarmos a estiagem sem nenhum risco para a população”, disse Cardoso à coluna.

O presidente da Caesb, no entanto, ressaltou que a população ainda pode ajudar na economia d’água com medidas básicas em casa.

O diretor de Operação e Manutenção da Caesb, Carlos Eduardo Pereira, disse que o sistema de abastecimento de água do DF foi reforçado nos últimos anos, com o Bananal e o Corumbá em operação.

“Não há risco de falta d’água, até porque o nível do Descoberto está em 51,8%. Isso significa que daqui uma semana começa a chover e ainda estaremos com mais da metade do nível do reservatório”, afirmou Pereira.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) disse à coluna que o GDF acompanha diariamente a situação dos reservatórios. “E vamos ter chuva logo”, pontuou Ibaneis.

Seca

O DF alcançou o terceiro maior período de estiagem na história. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até o momento, são 131 dias sem chuvas. Na série, iniciada em 1961, o período mais longo de estiagem ocorreu em 1963, quando o DF não registrou precipitações por 164 dias. Na sequência, vem 1970, com 135.

Apesar de haver previsão de chuva para esta quinta, as chances são pequenas. “São bem baixas, mas, caso ocorra, seria mais para o fim do dia, início da noite”, explica a meteorologista do Inmet Naiane Araújo. “Já, amanhã, as chances aumentam mais”.

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