“Povo clama pelo impeachment de Moraes e não espera acordão”, diz Bia Kicis.
Ao Metrópoles, a senadora eleita Bia Kicis falou sobre prioridades do mandato, indicações ao STF e defendeu reforma do Poder Judiciário

Recém-eleita senadora no Distrito Federal, Bia Kicis (PL) disse, em entrevista ao Metrópoles, que processo de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e a anistia aos condenados do 8 de Janeiro são prioridades da direita a partir de 2027. O PL terá 121 deputados e 28 senadores.
“A prioridade não é minha. Quando a gente é senador ou deputado a gente representa o povo. Durante a campanha uma coisa que percebi, de forma muito clara, é que o povo está clamando pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Ultrapassou qualquer bolha, qualquer classe social”, declarou.
“É isso que as pessoas esperam da gente. Elas não esperam acordão, não esperam negociata. Esperam que a gente faça aquilo para o qual elas nos elegeram. Então, o impeachment é pauta número 1 junto com a anistia dos presos políticos”, acrescentou.
A senadora eleita avaliou que o centrão perdeu espaço nas eleições de 2026 “porque as pessoas querem ver políticos posicionados”. Bia Kicis defendeu que o PL ocupe a Presidência de ambas as Casas. Questionada sobre quem seria o preferido, a parlamentar pontuou que o senador Rogério Marinho (PL-RN) está em campanha e ela o apoia.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande Angular“É alguém que chega com bastante legitimidade para este pleito e com apoio”, afirmou.
Reforma do Judiciário
Durante a entrevista, Bia Kicis defendeu uma reforma do Poder Judiciário para a pacificação do país. A parlamentar citou proposta para instituir mandato no STF.
“Eu acho que eles têm que ter mandato, de 10 anos, 8, 12. Mas tem que ter limite. Ninguém pode ficar em cadeira do Supremo, com o poder que eles têm, 30 anos, 40 anos. O poder corrompe e o poder ilimitado corrompe absolutamente”, opinou.
A senadora eleita também falou sobre alteração no formato de indicação de ministros do STF, com mais juízes de carreira, “para que pessoas saibam como eles se comportam com uma caneta de juiz na mão”. “Acho que você pode ter indicação uma parte vindo do presidente da República, uma parte da Câmara e do Senado, mas tem que vir também da magistratura”, explicou.
A senadora eleita disse que Lula (PT) indicou ao STF “amigos próximos, inclusive pessoas com atuação política”. Questionada sobre possíveis indicados para o STF caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente, Bia Kicis afirmou que tem ouvido falar que o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jorge Oliveira é cotado e o avaliou como “um bom nome”. A parlamentar também citou a advogada Maria Cláudia Bucchianeri.
Questionada se ela mesma foi sondada para possível indicação, Bia Kicis negou, mas disse que “o nome está na boca do povo”. “Quero muito assumir meu cargo de senadora e fazer aquilo para o que o povo me escolheu, votar impeachment de ministro. Mas eu sei que o meu nome está na boca do povo porque vira e mexe as pessoas falam do meu nome: ‘Ah, você aceitaria?’ Gente, ninguém recusa um convite, pedido do presidente da República. Mas, se isso for acontecer, espero que seja mais para frente, porque eu quero ser senadora”, declarou.
Bancada 100% feminina
Durante a entrevista, Bia Kicis também falou sobre eleição histórica, com primeira bancada 100% feminina do Distrito Federal no Senado. A parlamentar disse que o DF “serve como farol para outros estados” e declarou que o resultado da eleição prova que “a direita não é machista e misógina”.
“Isso derruba a narrativa da esquerda sobre nós. As mulheres da direita estão sempre ocupando locais de destaque. No Legislativo, fui a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Casa”, pontuou.
“A esquerda fica gritando ‘Ah, o lugar da mulher é onde ela quiser’, mas não indica mulheres. O Lula ainda fez uma coisa vergonhosa: colocou algumas ministras só em pastas que tratam prioritariamente de assuntos de mulher e, quando teve que trocar ministério para abrigar homens, tirou as mulheres”, disse.
Bia Kicis afirmou que as três senadoras do DF “têm uma história para mostrar e são mulheres que cuidam”. “Mulheres que têm foco e olhar voltado para família, criança, idoso, vulnerável, para mãe solo, mãe atípica, para quem tem doença rara, autistas. A gente vai poder cuidar dos temas como agricultura, Reforma Tributária, muito tema importante e, também, aqueles mais enxergados pelo olhar feminino”, emendou.
Assista à entrevista completa:















