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Grande Angular

PF: há indícios de falsidade ideológica e fraude em negócios do Master/BRB

A PF disse, em relatório que teve sigilo derrubado nesta sexta-feira, que há prova de "viabilização artificial de operações financeiras"

09/10/2026 19:03, atualizado 09/10/2026 19:05
Arte/Metrópoles
BRB e Banco Master

A Polícia Federal apontou, em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), “indícios robustos de falsidade ideológica e fraude contra instituição financeira” em negócios do Banco de Brasília (BRB) com o Banco Master.

No documento datado de 28 de setembro, que teve sigilo derrubado nesta sexta-feira (9/10), a PF disse que a prova documental evidencia “utilização de garantias como instrumento de viabilização artificial de operações financeiras, mediante superavaliação intencional de ativos, direcionamento de empresas avaliadoras e adequação dos laudos às necessidades operacionais previamente definidas”.

Segundo as investigações, houve solicitação de alteração dos parâmetros de avaliação, inclusive valor de metro quadrado, e busca por avaliadoras dispostas a aderir às premissas, “resultando em majorações patrimoniais substanciais e descoladas da realidade de mercado”.

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“Tal conduta, além de violar os deveres de diligência e veracidade documental, configura indícios robustos de falsidade ideológica e fraude contra instituição financeira, na medida em que os laudos serviram de fundamento para operações que exigiam lastro real idôneo”, afirmou a PF.

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No material extraído do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, consta um diálogo com o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, no qual Costa falou sobre duas cédulas de crédito bancário (CCBs) aprovadas no valor de R$ 250 milhões. A conversa ocorreu em agosto de 2024, quando o BRB adquiria carteiras de crédito do Master.

Na ocasião, Costa afirmou a Vorcaro que, “na hora H ontem, verificamos que as garantias não estavam constituídas”. “O que é um requisito da operação. Estamos aguardando o comprovante da alienação fiduciária do imóvel em favor do Master”, completou. Veja:

A PF afirmou, no relatório, que “na sequência do diálogo, Vorcaro cobra ‘veja se consegue resolver os 3 temas : Cri, CCBs e Di. De hoje pra amanhã’ e ainda afirma ‘é realmente importante pra mim”.

Em um ano, o BRB comprou aproximadamente R$ 16,176 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master. Ao menos R$ 12 bilhões teriam sido direcionados às carteiras de crédito podres da Tirreno.