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PCDF e MP são acionados para investigar denúncia de espionagem na CLDF

Na segunda-feira (11), o presidente da CLDF também determinou a instauração de processo administrativo para averiguar ocorrência de ilícitos

atualizado

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Câmara Legislativa do Distrito Federal CLDF aprova o projeto de Lei Complementar que institui o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília PPCUB – metrópoles4
1 de 1 Câmara Legislativa do Distrito Federal CLDF aprova o projeto de Lei Complementar que institui o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília PPCUB – metrópoles4 - Foto: <p>IGO ESTRELA/METRÓPOLES<br /> @igoestrela</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), deputado distrital Wellington Luiz (MDB), afirmou que vai oficiar a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e o Ministério Público do DF (MPDFT) pedindo aos órgãos que investiguem uma denúncia envolvendo possível espionagem na Casa legislativa.

Nessa segunda-feira (11/5), Wellington Luiz também determinou a instauração de processo administrativo disciplinar para averiguar a ocorrência de possíveis ilícitos. O quarto-secretário da CLDF, Robério Negreiros, solicitou o afastamento, por 60 dias, do diretor de Modernização e Inovação Digital, Walerio Oliveira Campôres. O chefe do Setor de Infraestrutura de Tecnologia da Informação, Pedro Cunha Celestin, foi exonerado do cargo

“A gente tem poucas informações. Sendo eu presidente e policial, entendo que a gente tem que apurar para saber se, de fato, existe veracidade na denúncia. Vamos apurar com rigor, isenção e transparência”, disse o presidente da CLDF.

A denúncia levada à presidência da CLDF cita que houve monitoramento “do conteúdo trafegado pelos usuários da rede corporativa”, conforme apurou o Metrópoles.

O relato teria sido feito por servidores da CLDF, de forma anônima. A partir do fim do mês de março, segundo a denúncia, foi ativada uma funcionalidade suspeita conhecida como Deep Inspection. O mecanismo pode ampliar a capacidade de segurança interna, mas também possibilita a inspeção e o monitoramento dos sites acessados na rede da Câmara Legislativa.

Conforme o documento entregue ao presidente da CLDF, “a funcionalidade teria sido implementada sem comunicação formal, sem deliberação do Comitê Gestor de Dados e sem ciência ou manifestação do encarregado de dados da CLDF”.

A execução do serviço tecnológico teria ocorrido sem a devida cobertura contratual, em “antecipação” ao processo licitatório que ainda estava em fase de instrução e tramitação, de acordo com o relato.

Outra inovação no sistema da Câmara Legislativa que teria chamado a atenção dos profissionais foi uma solução tecnológica que envolve “coleta contínua de telemetria, eventos de segurança, registros de autenticação, informações de ativos computacionais, tráfego de rede, logo de sistemas e outros dados operacionais potencialmente sensíveis, os quais podem ser processados, armazenados ou transmitidos para infraestrutura em nuvem vinculada ao fabricante ou a terceiros relacionados à prestação do serviço”.

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