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Operação com dívida ativa pode render R$ 4 bilhões imediatos ao GDF. Veja vídeo
O secretário de Economia do DF disse, em entrevista ao Metrópoles, que operação de securitização da dívida ativa será usada para salvar BRB
atualizado
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O secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira, disse que espera captar até R$ 4 bilhões imediatamente para os cofres do DF com a criação de um fundo com a dívida ativa. Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, nessa terça-feira (5/5), o gestor disse que o dinheiro será enviado ao BRB, que enfrenta grave crise após prejuízos com o Banco Master.
“Nós estamos fazendo a securitização. Eu estou pegando certificados de dívida ativa e transformando em papéis que o mercado financeiro aceita, por exemplo: as debêntures. Então, eu estou pegando esses certificados de dívida ativa (CDA) e vou trocar por papéis que o mercado financeiro aceita. E vai ser criado um FIDC (Fundo de de Financiamento de Direitos Creditórios)”, contou.
Na prática, a operação significa que o GDF vai vender ao mercado o direito certo de receber o dinheiro que pessoas e empresas devem ao Tesouro local. Para isso, oferecerá um desconto – a dívida ativa está avaliada em R$ 52 bilhões, mas o GDF poderá receber um total de R$ 22 bilhões com o negócio.
Seriam R$ 4 bilhões pagos imediatamente ao GDF por meio de cota sênior e ao menos R$ 18 bilhões em cotas subordinadas, com prazo maior, segundo o secretário.
“A gente espera que esse fundo tenha pelo menos entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões e meio de cota sênior – essa cota sênior se transforma em liquidez imediata – e pelo R$ 18 bilhões em cotas subordinadas, que são ativos que têm valor no mercado financeiro e que podem estar à disposição também para a gente salvar o BRB”, afirmou.
Veja entrevista na íntegra:
