
Grande AngularColunas

OAB acompanhou prisão de advogado do Master pela PF em São Paulo
O ministro André Mendonça seja encaminhado para sala de Estado Maior, “com instalações dignas e comodidades condignas”
atualizado
Compartilhar notícia

A prisão do advogado Daniel Monteiro foi acompanhada pela Ordem dos Advogados do Brasil Seção Saulo Paulo (OAB-SP), na manhã dessa quinta-feira (16/4).
Ao autorizar a prisão de Monteiro na 4ª fase da Operação Compliance Zero, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou a comunicação à seccional da OAB, no ato da prisão.
O magistrado também disse que deveria ser cumprido o que prevê o art. 7º da Lei nº 8.906/1994, segundo o qual advogado detido deve ser encaminhado para sala de Estado Maior, “com instalações dignas e comodidades condignas”.
Em nota à coluna, a OAB-SP informou que “a Comissão de Direitos e Prerrogativas da Secional foi acionada e esteve presente, na manhã desta quinta-feira (16), acompanhando os desdobramentos da prisão do advogado Daniel Monteiro”.
Segundo as investigações da Polícia Federal, o escritório Monteiro Rusu atuava como “compliance paralelo” do Banco Master, fora dos fluxos internos ordinários de controle, inclusive sobre as operações da Tirreno, empresa que teria originado as carteiras de crédito falsas que foram vendidas ao Banco de Brasília (BRB).
A PF também apontou que Monteiro atuou na estruturação do negócio para suposto pagamento de propina ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, por meio de seis imóveis avaliados em R$ 146,5 milhões. Ao mesmo tempo, Costa chefiava, no BRB, a compra das carteiras de crédito do Master.
O que dizem
A defesa de Daniel Monteiro disse, em nota, que “ele foi surpreendido, na data de hoje, com a decisão de prisão”. “Ressalta que sua atuação sempre se deu de forma estritamente técnica, na condição de advogado do Banco Master e de diversos outros clientes, sem qualquer participação em atividades alheias ao exercício profissional. Daniel está à disposição da Justiça e confia que os fatos serão integralmente esclarecidos”, declarou.
O advogado Cleber Lopes, que representa o ex-presidente do BRB, disse que Paulo Henrique “não cometeu crime algum”, e a prisão é “desnecessária”.
