MPDFT cobra plano contra falta de leitos e de profissionais de saúde
Secretaria de Saúde do GDF terá 45 dias para apresentar medidas sobre leitos bloqueados, falta de pessoal e espera por internação

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deu 45 dias para a Secretaria de Saúde apresentar um plano para enfrentar o déficit de leitos e de profissionais de saúde na Rede de Urgência e Emergência do DF.
Em despacho assinado na segunda-feira (24/8), a promotora Hiza Maria Silva Carpina Lima determinou a adoção de medidas de curto, médio e longo prazo, para a reativação de leitos e a reorganização dos serviços já disponíveis.

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Ver todasSegundo a promotora, o problema vai além da falta de leitos e profissionais. Há leitos instalados, mas sem uso, distribuição desigual de trabalhadores, pacientes que permanecem por longos períodos nas emergências, faltas e afastamentos de profissionais, problemas de infraestrutura e dificuldades na organização da rede.
“Os prontos-socorros vêm funcionando, na prática, também como espaços de internação e permanência prolongada”, registrou a promotora na decisão.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularA Secretaria deverá informar quantos leitos estão bloqueados em cada unidade, os motivos da indisponibilidade, há quanto tempo permanecem sem uso e o que será feito para reativá-los. Também terá de esclarecer os critérios para a classificação e a utilização dos chamados leitos reservados.
O plano deverá identificar os principais déficits de profissionais por hospital, setor e categoria, além de detalhar processos seletivos, contratações temporárias, concursos, contratação de especialistas e eventual ampliação da carga horária. A Secretaria também deverá informar quais unidades e serviços terão prioridade, o cronograma de ingresso dos profissionais e o impacto esperado.
O MPDFT ainda cobra medidas para reorganizar as escalas e acompanhar os períodos sem cobertura. A Secretaria também deverá monitorar, em cada unidade, o número de pacientes com indicação de internação que aguardam por um leito e o tempo de espera.
O planejamento deverá prever ainda ações para reduzir o tempo de permanência dos pacientes, aumentar a rotatividade dos leitos e enfrentar o absenteísmo. O Hospital de Base e o Hospital Regional de Santa Maria também deverão ser integrados aos instrumentos de monitoramento da rede pública.
Para acompanhar o cumprimento das medidas, o MPDFT determinou que cada ação tenha meta, prazo, responsável e indicadores que permitam medir os resultados.





