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MP requisita à PMDF investigação sobre casos de violência policial
Corporação tem 10 dias para informar ao MPDFT se abrirá inquérito para apurar denúncias recentes sobre casos de truculência policial
atualizado
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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) requisitou à Corregedoria-Geral da Polícia Militar (PMDF) que instaure quatro procedimentos de investigação preliminar de casos de violência policial registrados neste mês.
No início de maio, policiais militares aparecem em vídeo usando spray de pimenta contra Samira Aline Lima Souza, 33 anos. As imagens também mostram os PMs puxando a advogada e tentando entrar na casa dela, no Setor O, em Ceilândia.
No último dia 14, PMs jogaram spray de pimenta no rosto do profissional de logística Elisonaldo Ferreira Pinheiro, 30, porque ele se recusou a apagar o vídeo que gravou de uma abordagem policial, no Núcleo Bandeirante.
Outra atuação policial que deve ser investigada ocorreu quando um militar entrou em um bar de Formosa (GO), no Entorno do DF, e agrediu um comerciante com socos, chutes e coronhada. O caso se passou em 12 de maio.
No último domingo (14/5), um tenente reformado do Exército Brasileiro, de 73 anos, denunciou ter sido agredido por policiais militares durante abordagem de trânsito. O idoso teve um dente quebrado e ferimentos pelo corpo.
O MPDFT informou que as investigações preliminares devem “buscar elementos que justifiquem a instauração de inquérito policial militar”. “A resposta sobre a abertura dos procedimentos deve ser enviada à Promotoria de Justiça Militar em até 10 dias”, completou a instituição.
O que diz a corporação
O Metrópoles entrou em contato com a PMDF, para pedir posicionamento sobre os casos recentes de violência policial.
Em nota, a corporação comunicou que não apoia “desvios de conduta”, que “todas as providências cabíveis estão sendo adotadas” quanto aos fatos ocorridos e que as ações consideradas indevidas serão apuradas.
“Os policiais militares frequentemente são submetidos a atualizações, treinamentos e instruções, com objetivo de melhorar o direcionamento tático dentro da legislação vigente, bem como regulamentados pelos direitos humanos”, finalizou a PMDF.
